Pernambuco confirmou a quarta morte provocada pela dengue em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). A vítima é um morador de Olinda, de 60 anos, que possuía comorbidades e faleceu no início de maio. O registro mais recente evidencia o avanço da doença no território pernambucano, que já acumula 47.418 notificações no período de janeiro a setembro.
Aumento expressivo nas notificações
Os dados do boletim epidemiológico revelam uma alta de 37% no volume de notificações em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Até o momento, o estado soma 22.900 casos prováveis e 11.368 confirmações, sendo que 686 pacientes desenvolveram quadros graves da doença. Além disso, a SES-PE segue investigando outras 22 mortes suspeitas para determinar a causa exata.
Cenário epidemiológico nos municípios
A taxa de incidência de casos prováveis alcançou a marca de 239,5 para cada 100 mil habitantes em Pernambuco. A distribuição da doença mostra que 41 municípios enfrentam patamares considerados de alta incidência, enquanto 56 permanecem em situação média e 82 registram índices baixos. Apenas seis cidades pernambucanas não apresentaram nenhum caso provável ao longo de todo o período monitorado.
Situação na RMR, outras arboviroses e alerta de transmissão
Na Região Metropolitana, o Recife lidera o volume de casos prováveis (3.387) e de formas graves (64), seguido por Jaboatão dos Guararapes (2.990 casos e 49 graves), Paulista e Cabo de Santo Agostinho. O estado também monitora os sorotipos DENV-1, DENV-2 e DENV-3, além de registrar alta de 19,5% nas notificações de chikungunya (6.653 casos) e 1.235 notificações de zika, com 17 gestantes sob investigação entre os casos prováveis.
A pesquisa do Índice de Infestação Predial (LIRAa/LIA) aponta que 24 municípios pernambucanos estão em situação de alto risco de transmissão e 105 em estado de alerta. A SES orienta que a população procure atendimento médico imediato ao apresentar febre, dores no corpo ou articulações e manchas na pele, alertando que sintomas graves como dores abdominais intensas, vômitos e sangramentos exigem cuidados de urgência.