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DENÚNCIA DE ASSÉDIO

Professora denuncia instrutor por importunação sexual em academia

Professora de 36 anos relata toques e mordida no ombro por instrutor em academia na Zona Norte do Recife; Polícia Civil apura o caso.

Foto de perfil de Edilson Vieira

Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


Uma professora de filosofia, de 36 anos, denunciou um instrutor de educação física por importunação sexual em uma academia localizada no bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife. O caso, exposto nesta quinta-feira (20) pelo programa Brasil Urgente Pernambuco, da TV Tribuna, é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).

Aluna do estabelecimento há cerca de um ano, a vítima relatou comportamentos invasivos por parte do profissional, como toques indesejados nas costas e abraços sem consentimento.

Episódio mais grave e denúncia à polícia

O episódio mais grave ocorreu em maio deste ano, quando o homem teria segurado a professora pela cintura, levantado a jovem simulando que a colocaria no chão e chegado a morder seu ombro.

Ainda no dia do ocorrido, a mulher comunicou o fato à gerência do local e, dois dias depois, prestou depoimento e registrou a ocorrência na Delegacia da Mulher, no bairro de Santo Amaro.

Reencontro com o suspeito e justificativa da academia

A controvérsia aumentou na última terça-feira (19) — cerca de três meses após a denúncia —, quando a professora retornou ao estabelecimento e reencontrou o suspeito trabalhando.

Ao questionar a direção, ouviu que a presença dele era temporária devido ao afastamento médico de dois funcionários da equipe.

Em nota oficial enviada à reportagem, a academia esclareceu que tomou conhecimento do caso em maio e adotou as providências cabíveis na época, incluindo o desligamento do instrutor e o envio das imagens do circuito interno de segurança à polícia.

Sobre o retorno do suspeito, a empresa enfatizou que ele não foi recontratado, mas chamado em caráter excepcional para cobrir duas diárias após tentativas frustradas de encontrar outros substitutos.

A administração alegou ainda que, antes da convocação temporária, o ex-funcionário informou não ter recebido intimações ou notificações oficiais das autoridades e que a instituição desconhecia novos desdobramentos da investigação.

A academia afirmou ainda repudiar a conduta relatada e reiterou que permanece à disposição da vítima e dos órgãos policiais para colaborar com as investigações em andamento.

Veja a matéria no Brasil Urgente Pernambuco, a partir de 14 ‘ 16″:



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