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SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Adiado julgamento sobre direito à indenização dos prédios-caixão

Proprietários de apartamentos nos antigos prédios-caixão ficaram sem definição sobre o tema

Adiado julgamento sobre direito à indenização dos prédios-caixão
- Decisão afeta a vida de famílias que tiveram que deixar suas moradias por falhas estruturais dos rpédios

Última atualização



Por conta de um pedido de vistas do Ministro Herman Benjamin, foi suspenso na tarde desta quarta-feira (7) o julgamento na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, que definiria se os proprietários de apartamentos em prédios caixão continuarão a ter direito à indenização do danos sofridos em seus imóveis ou se esse direito já está extinto.

O julgamento foi suspenso quando havia dois votos contra os mutuários, da Ministra Maria Isabel Gallotti e do Ministro Humberto Martins, e um voto a favor, da Ministra Nancy Andrighi. O tema só deverá retornar à pauta do STJ em um mês.

“A Advocacia Geral da União (AGU) e as seguradoras defendem que o direito de indenização dos mutuários cessa um ano após a quitação dos financiamentos habitacionais. Como a grande maioria dos financiamentos deste tipo de moradia já foi quitada, se essa tese prevalecer haveria a extinção automática dos direitos para 99% dos proprietários dos apartamentos em prédios caixão do Estado”, explica o advogado Manoel Bruno Neto, do Escritório Gamborgi Bruno & Camisão Associados Advocacia, que defende os mutuários.

PROPOSTAS PREJUDICADAS

A decisão poderá também invalidar a proposta do governo federal e do governo do Estado de indenizar os proprietários dos prédios que estão interditados. O presidente Lula esteve no Recife, no dia 2 de julho, participou da cerimônia simbólica de assinatura do acordo de indenização para moradores de “edifícios-caixão”, junto com a governadora Raquel Lyra, e entregou para algumas famílias o cartão, que recebeu o nome de “Cheque esperança”. O acordo estabelece que cada família vai receber um valor de até R$ 120 mil para adquirir um novo imóvel.

“A Federação das Associações de Moradores dos Núcleos de Cohab e Similares do Estado de Pernambuco (FEMOCOHAB-PE) e a Comissão de Vereadores suprapartidária em Favor da Habitação, pediram à Governadora Raquel Lira o envio de ofício à Presidência da Corte Especial, alertando que a Ação Civil Pública do MP Federal e Estadual que está servindo de base para o julgamento, além dos 431 prédios com Risco Muito Alto de Desabamento, apontou mais 2.193 prédios com Risco de Desabamento, que, em caso de derrota, ficarão sem mais quaisquer direitos”, completa o advogado Manoel Bruno Neto. “A Governadora ainda não atendeu ao pedido e isso está prejudicando a defesa dos mutuários”, avalia.

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