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Ataque ao ônibus do Fortaleza: “fato isolado e premeditado” levanta polêmicas

Segundo Alexandre Tavares, o ônibus do time cearense estava sendo escoltado por policiais

Ataque ao ônibus do Fortaleza: “fato isolado e premeditado” levanta polêmicas
- O ataque ao ônibus do Fortaleza nesta madrugada foi feito com pedras e bombas caseiras
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O coronel Alexandre Tavares, coordenador do Grupo de Trabalho do Futebol da SDS-PE, disse à TV Tribuna PE, nesta quinta-feira (22), que a agressão ao ônibus do Fortaleza, após o jogo contra o Sport, na Arena de Pernambuco, foi um “fato isolado e premeditado”.

Um fato, diga-se de passagem, que não conseguiu ser detectado pela inteligência policial, novamente. No dia 20 de janeiro, a organizada rubro-negra e tricolor protagonizaram cenas de horror na Região Metropolitana do Recife.

Em entrevista, o coronel informou que o veículo do Fortaleza estava com escolta no momento em que foi atacado por um grupo de 80 a 100 criminosos, na BR-232. O coronel demonstrou surpresa com essa investida em meio a uma rodovia. Havia oito policias na escolta.  A violência repercutiu nas redes sociais.

De acordo com o militar, 600 policiais foram destacados para proteção dos torcedores, frisando que o ataque ao ônibus ocorreu de maneira imprevisível. Eles estiveram em locais como entorno, corredores de acesso, terminais integrados de transporte público, onde o policiamento ostensivo foi feito. 

Sobre o incidente, o oficial descreveu-o como um “ato isolado e premeditado”, protagonizado por um grupo de criminosos, que atacaram o veículo com pedras, rojões e fogos de artifício.

“Alguém desse grupo (das organizadas) estava monitorando a saída do ônibus, alguém estava monitorando o itinerário do ônibus, justamente para que o grupo pudesse fazer, realizar o ataque furtivo à equipe do Fortaleza”, declarou.

Indagado sobre a necessidade de revisão dos protocolos de segurança, especialmente após os jogadores terem sido feridos, o coronel Tavares afirmou que as escoltas policiais são rotineiras em jogos profissionais e que não há precedentes de ataques desse tipo.

No entanto, reconheceu a importância de realizar uma análise detalhada do ocorrido para aprimorar os procedimentos de segurança no futuro. inclusive com um debate sobre o assunto no grupo de trabalho que coordena.

O grupo de trabalho é formado por órgãos ligados à segurança pública, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público, aos Clubes e à Federação Pernambucana de Futebol.

“A SDS utilizou o reconhecimento facial durante o período carnavalesco e já é de conhecimento público que nós vamos levar essa ferramenta tecnológica para as praças desportivas”, acrescentou.

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