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SERTÃO

Brilho de Pernambuco: José Cézar conquista quatro medalhas no Sul-Americano 2025

Estudante de Petrolina coleciona duas pratas e dois ouros no atletismo adaptado e leva a escola pública ao topo da competição em Assunção

Brilho de Pernambuco: José Cézar conquista quatro medalhas no Sul-Americano 2025
- José Cézar Santos, estudante da Escola Poeta Carlos Drummond de Andrade, em Petrolina, brilhou nos Jogos Escolares Sul-Americanos 2025
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

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No continente onde o atletismo sempre encontrou caminhos de superação, um jovem pernambucano voltou para casa carregando mais do que medalhas: trouxe a certeza de que talento, quando abraçado pela escola pública, ultrapassa fronteiras. José Cézar Santos, estudante da Escola Poeta Carlos Drummond de Andrade, em Petrolina, brilhou nos Jogos Escolares Sul-Americanos 2025, realizados em Assunção, no Paraguai. Saiu de lá com duas medalhas de ouro e duas de prata — e o reconhecimento de ser hoje uma das vozes mais potentes do paradesporto escolar no estado.

A conquista que atravessa fronteiras

O desempenho de José Cézar marcou as provas de atletismo adaptado: ouro no arremesso de peso e no revezamento integrado 5 x 80 metros; prata no salto em distância e nos 80 metros rasos. Os resultados apagaram qualquer dúvida sobre sua evolução técnica e mostraram o quanto disciplina transforma performance em permanência no pódio.

“Foi uma alegria imensa poder, mais uma vez, representar o meu país em uma competição internacional como os Jogos Escolares Sul-Americanos. As provas foram muito difíceis, exigiram muita preparação e superação, mas treinei muito para chegar até aí e, graças a Deus, fui recompensado com essas medalhas. Levo comigo o orgulho de representar minha escola, minha família, minha cidade e o estado de Pernambuco e agradeço a todos que torceram por mim”, completou o atleta.

O apoio da escola pública

Os resultados foram comemorados dentro e fora das pistas. Na Secretaria de Educação, ganharam contornos de política pública quando o secretário executivo de Esportes, Marcos Nunes, destacou a importância de trajetórias como a dele.

“Resultados como o de José Cézar mostram a força do esporte como ferramenta de transformação social. Ele é um exemplo de talento, superação e dedicação, que orgulha Pernambuco e inspira outros jovens a acreditarem no seu potencial. Essa conquista é fruto do empenho do atleta, da sua família, da escola e do trabalho integrado que vem sendo desenvolvido para fortalecer o esporte escolar e o paradesporto em nosso estado”, afirmou o gestor.

O caminho até Assunção

A classificação para o Sul-Americano foi conquistada ainda nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), onde José Cézar foi campeão em sua modalidade. Desde o início, ele é acompanhado pelo treinador Adriano Cunha, que lapidou cada gesto técnico e ajudou a transformar potencial em rendimento.

“O resultado de José Cézar é fruto de muito esforço, dedicação e, principalmente, de acreditar que é possível ir além. Ele é um atleta extremamente disciplinado, comprometido com os treinos e que nunca deixou de sonhar. Ver um estudante da escola pública chegar a uma competição internacional e conquistar tantas medalhas é motivo de muito orgulho para todos nós. Isso mostra que, com apoio, trabalho e oportunidade, nossos jovens podem alcançar grandes conquistas”, enfatizou o treinador.

Troféu para a escola, orgulho para Pernambuco



Além das quatro medalhas, José Cézar e Adriano Cunha trouxeram para a Escola Poeta Carlos Drummond de Andrade o troféu de Campeão Sul-Americano Escolar. A consagração veio com mais um ouro no arremesso de peso, repetindo a vitória de 2024 e estabelecendo uma sequência rara no paradesporto estudantil.

A conquista, no entanto, ultrapassa os números. Para a comunidade escolar, é a prova de que o esporte abre portas, fortalece a autoestima e desenha horizontes onde antes havia limites. Cada salto, cada metro percorrido e cada arremesso reafirmam o papel da escola pública como espaço de oportunidades reais.

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