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UNIÃO

Caminhada no Recife alerta contra violência sexual infantojuvenil nesta sexta

Concentração do evento será na Pátio do Carmo, no centro da Capital, a partir das 15h

Caminhada no Recife alerta contra violência sexual infantojuvenil nesta sexta
- Da esquerda para a direita: Gestor do DPCA, Darlson Macedo; diretor Adjunto da DIRESP, Paulo Dias; delegada do DPCA, Maria Eduarda Pessoa de Melo
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Jovens da periferia e organizações da sociedade civil se unem, nesta sexta-feira (15), para realizar a Caminhada de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes. 

A concentração será no Pátio do Carmo, no Centro do Recife, e a manifestação percorrerá as ruas da cidade em prol da causa a partir das 15h. 

Além da adesão jovens de diversos municípios da Região Metropolitana do Recife, o protesto contará com a presença de defensores dos direitos da criança e do adolescente e com diversas manifestações culturais ao longo do percurso.

Um microfone aberto será disponibilizado para que os participantes possam expressar suas falas e apoiar a causa.

Promovida pela Rede de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes do Estado de Pernambuco, a ação busca conscientizar a população sobre a crescente ameaça da violência sexual online e reforçar a importância da prevenção e da educação como ferramentas para proteger os jovens.

Com o tema “Conexão com Proteção: Eduque, previna e proteja crianças e adolescentes da violência sexual na internet”, a campanha do 18 de Maio deste ano alerta para os perigos que as crianças e adolescentes enfrentam nas redes sociais, onde são frequentemente abordados com propostas que envolvem a troca de fotos e vídeos por dinheiro, fama ou outros favores.

Dados alarmantes

Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em 2023, foram registradas 39.357 denúncias de abuso e exploração sexual, com 42.031 violações. Neste contexto, a caminhada é um marco na luta pela proteção.

Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto Juvenil

A manifestação acontece na véspera do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantojuvenil, instituído em 2000 pela Lei 9.970.

A data rememora o crime bárbaro de Araceli Cabrera, menina de 8 anos que foi sequestrada, violentada e assassinada no Espírito Santo em 1973. O caso segue impune até hoje.

A Caminhada de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes se configura como um momento crucial para unir forças e dar voz à luta pela proteção dos jovens, exigindo ações efetivas para prevenir e combater esse crime hediondo.

O abuso que acontece dentro de casa sob os olhos da omissão

Muitas crianças e adolescentes sofrem abuso sexual dentro de casa. Nesta quarta-feira (15), a Polícia Civil divulgou um caso de um homem de 35 anos, que foi preso no dia 8 por abusar e estuprar a enteada de 14 anos e praticar atos libidinosos com a filha de 13.

A enteada tinha 11 anos quando começou a ser vítima de atos libidinosos. Quando ela completou 12 anos, segundo a delegada Maria Eduarda Pessoa de Melo, titular da Delegacia de Crimes contra a Criança e Adolescente, passou a ser violentada sexualmente, o que se chama de abuso de incapaz.

A enteada segurou o segredo por três anos por conta de ameaças. Só foi descoberto porque outra pessoa estava sendo suspeita do abuso e a menina decidiu falar. A mãe tinha percebido que o marido tinha começado a apresentar ciúmes da enteada e a lhe dar determinados presentes, mas não deu atenção.

Segundo o gestor do DPCA, Darlson Macedo, os pais e cuidadores precisam observar as crianças. Elas sempre dão sinais quando estão sofrendo violência.

De acordo com o delegado, algumas ficam arredias ou retraídas, outras passam a ter síndrome do pânico ou depressão. “Às vezes, a violência ocorre com a conivência e omissão dos próprios pais”, disse Darlson.

Veja matéria de Marwyn Barbosa na TV Tribuna PE, no programa comando por Moab Augusto.


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