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Cerca de 80% das escolas da Rede Estadual aderiram à paralisação

A estimativa é do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação de Pernambuco

Cerca de 80% das escolas da Rede Estadual aderiram à paralisação
- De acordo com a organização, cerca de mil pessoas fizeram panfletagem, em dois sinais da Avenida Agamenon Magalhães e na praça
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Cerca de 80% das escolas da Rede Estadual tiveram algum tipo de paralisação nesta quinta-feira (18). A estimativa parcial foi apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação de Pernambuco (SINTEPE). A mobilização tem duração de apenas um dia.

Os dados da adesão da categoria consideram se a escola parou totalmente, parou acima de 50% ou abaixo de 50%. O balanço mais aprofundado será divulgado nesta noite ou amanhã, com base em pesquisa realizada em 13 subsedes no interior de pernambucano e 15 representantes setoriais da Região Metropolitana do Recife.

Entre os objetivos da parada, os professores reivindicaram que a valorização profissional seja incluída na pauta de negociação com o Governo do Estado. O principal local de mobilização foi na Praça do Derby, na região central do Recife.

De acordo com a organização, cerca de mil pessoas fizeram panfletagem, em dois sinais da Avenida Agamenon Magalhães e na praça. Os profissionais da área também fizeram alusão ao Dia Nacional de Luta pelo Piso Salarial, Carreira e Defesa do Ensino Médio.

“A paralisação de hoje defendeu as pautas colocadas na mesa de negociação: o piso salarial do magistério, com repercussão na carreira, é importante porque hoje temos professores com nível médio, com licenciatura plena, com especialização e mestrado ganhando o mesmo salário. Isso é um absurdo, a negociação deste ano precisa resolver este problema”, disse a presidente do Sintepe, Ivete Caetano, na Praça do Derby.

Segundo Ivete Caetano, o Sintepe também defende o chamamento imediato de todos os concursados.

“A governadora (Raquel Lyra) tem que cumprir a Constituição: a forma de acesso ao serviço público é com concurso público. Também estamos defendendo eleição direta porque não dá para prefeito e deputado ficarem indicando o diretor e diretora das nossas escolas”, protestou.

De acordo com Ivete, na última seleção para direção de escola, realizada no final do ano passado, o edital teve 11 erratas, o que tornou o processo “desmoralizado diante da categoria”.

Outros dois argumentos levantados pela sindicalista dizem respeito ao calor nas salas de aula, que está prejudicando os alunos e os professores, e a melhorias na merenda escolar. Ela frisou que atualmente, um aluno do ensino médio recebe apenas um pedaço de carne na hora do almoço, não chega a 200 gramas.

O que diz o Governo do Estado?

Ao ser procurado pela reportagem, o Governo do Estado se posicionou por meio da Secretaria de Administração, dizendo que já realizou duas reuniões de Mesa Específica de Negociação Coletiva Permanente com a categoria, além de diversas reuniões sobre a pauta de reivindicações, no âmbito da Secretaria de Educação, referente aos temas pertinentes.

A SAD não antecipou quais os itens o governo está disposto a acatar, mas a gestão estadual ainda está dentro do prazo para responder.

“Na pauta desses encontros estão também, entre outros temas, a questão salarial e o Plano de Cargos e Salários e o Piso da categoria. A SAD comunica, ainda, que haverá nova rodada de negociação no próximo dia 25”, disse um trecho da nota enviada à Tribuna Online.



Confira a pauta dos professores na íntegra

Valorização profissional, com a repercussão do piso salarial do magistério em toda a carreira da educação, recuperação das perdas salariais de 2023 e a reformulação do Plano de Cargos e Carreiras;

Imediata convocação dos aprovados no concurso público para professores, analistas e administrativos;

Democracia nas Escolas: eleições para diretor e diretora das escolas estaduais, para a comunidade escolar participar das decisões dentro das escolas;

Melhora urgente na infraestrutura, com instalação de ar-condicionado em todas as salas de aula da rede estadual de ensino;

Fornecimento de merenda de qualidade, com a compra de frutas e legumes da agricultura familiar, construindo e reformando refeitórios nas unidades educacionais.

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