Anúncio
Três meses depois

Cinco policiais tiveram envolvimento com mortes dos irmãos de Alex, em Camaragibe

Na chacina, nove pessoas morreram no total, dois policiais e sete civis

Os dois primeiros na foto, de cima para baixo, da esquerda para a direita, são policiais
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Dos seis policiais militares presos da rádio patrulha na operação do Grupo de Operações Especiais (GOE) que investiga a chacina de Tabatinga, no município de Camaragibe, cinco têm envolvimento com três dos assassinatos, justamente a morte de três irmãos do caminhoneiro Alex Barbosa da Silva, que havia desferido tiros contra dois policiais e matado.

A mulher e a mãe de Alex também foram executadas. A jovem Ana Letícia perdeu a vida poucos dias após dar a luz. No total, foram nove mortes: dois policiais e sete civis.

As informações foram dadas pela advogada Aline Maciel, da família da grávida Ana Letícia, que faleceu. Aline Maciel concedeu entrevista à Rafaella Pimenta, da TV Tribuna, e matéria foi ao ar no Jornal da Tribuna, 1ª edição, no programa comandado por Moab Augusto.

Os cinco foram responsáveis pelo triplo homicídio, que inclusive foi transmitido ao vivo numa rede social por uma das vítimas. Eles mataram os irmãos de Alex por vingança. A Polícia Civil também investiga mais de 260 horas de gravação de 20 câmeras da Prefeitura de Camaragibe.

De acordo com a advogada, o delegado tem provas materiais e testemunhais do envolvimento dos cinco que tiveram os mandados de prisão. Ela explicou que também houve 15 mandados de busca e apreensão, onde foram apreendidos celulares, carro, armas e algumas munições.



Os crimes ocorreram entre os dias 14 e 15 de setembro, depois que dois PMs do 20º Batalhão foram mortos num confronto com Alex da Silva, que estava armado e fugiu ao ser abordado por PMs. No confronto com os policiais para escapar, Ale teria atirado nos dois.

Logo após, houve uma sequência de homicídios, envolvendo cinco parentes de Alex e o próprio atirador, que também foi executado em perseguição.

Durante o confronto entre o atirador e os PMs, a jovem Ana Letícia Carias, que estava grávida, foi atingida por uma bala perdida e morreu mais de um mês depois no hospital. Ela foi feita de escudo humano por Alex durante perseguição policial. Não se sabe, ainda, qual bala foi responsável por deixar Ana em coma e, posteriormente, acarretou sua morte.

A polícia ainda investiga uma tentativa de homicídio contra o primo da gestante e uma denúncia de tortura contra o irmão de Ana Letícia, de acordo com a advogada, os responsáveis. Tais crimes teriam sido cometidos por policiais que tentavam localizar Alex.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.