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CAIS DE SANTA RITA

Confusão: imobilização de taxista por agentes da CTTU gera polêmica

Caso aconteceu no Cais de Santa Rita, área central do Recife; testemunhas questionam truculência e autarquia alega resistência de motorista

Confusão: imobilização de taxista por agentes da CTTU gera polêmica
- O conflito começou no entorno do Terminal Integrado do Cais de Santa Rita, no bairro de São José
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) informou, nesta terça-feira (9), que a imobilização e o uso de algemas contra um taxista de 32 anos no Cais de Santa Rita ocorreram dentro da legalidade. O posicionamento da gestão municipal ocorre após a ampla repercussão de vídeo gravado por testemunha na noite de segunda-feira (8). As imagens mostram o motorista de bruços no chão, contido por fiscais, sob protestos de pedestres e usuários do transporte público. O caso terminou na delegacia.

O conflito começou no entorno do Terminal Integrado do Cais de Santa Rita, no bairro de São José. O motorista profissional utilizava o próprio táxi do dia a dia para realizar compras na localidade. Ele estacionou o veículo nas proximidades do terminal e seguiu para os estabelecimentos comerciais.

Ao retornar ao ponto de estacionamento, o condutor encontrou o veículo em processo de reboque por equipes de fiscalização da autarquia municipal. Um segundo táxi também passava pelo mesmo procedimento de apreensão no local. Os fiscais informaram que o veículo caracterizado descumpria a legislação de trânsito ao permanecer estacionado naquela área sem estar em efetiva prestação de serviço de transporte de passageiros.

Registro em vídeo mostra protesto de testemunhas

A discussão entre o motorista e as equipes de trânsito evoluiu para a contenção física. Pedestres que circulavam pelo terminal registraram a abordagem com telefones celulares. O material audiovisual mostra vários agentes sobre o homem, que grita por socorro enquanto recebe as algemas.

“Eu não tô fazendo nada, meu Deus do céu! Eu não tô fazendo nada!”, exclamou o taxista durante a ação dos agentes. “Minha gente, não faça isso não?” disse outro pedestre.

A aglomeração ao redor criticou a intensidade da força empregada. “Você vai quebrar o braço do cara, rapaz! Solta o cara!”, gritou uma das pessoas que filmava o ocorrido. Outros usuários do terminal acusaram as equipes de truculência.

O relato do taxista aponta que os fiscais agiram com violência física e que ele sofreu um tapa no rosto antes da queda. Após a colocação das algemas, os agentes posicionaram o motorista no interior da viatura da fiscalização de trânsito.

Autarquia municipal defende legalidade da operação

Em nota oficial enviada nesta terça-feira (9), a CTTU comunicou que as equipes de trânsito foram acionadas para averiguar uma infração de estacionamento no Cais de Santa Rita. Conforme o documento da autarquia, o condutor do veículo demonstrou comportamento hostil e ofereceu resistência física contra a fiscalização dos servidores públicos logo no início da abordagem.

O órgão municipal declarou que os procedimentos de contenção e o uso de algemas foram necessários para garantir a integridade dos fiscais e restabelecer a ordem na via pública. A nota assegura que toda a atuação seguiu os protocolos operacionais previstos para situações de resistência. Os agentes conduziram o motorista para a delegacia da Polícia Civil para o registro formal da ocorrência e a abertura dos procedimentos cabíveis.

O motorista, que não teve o nome divulgado, assegurou que não foi agressivo com os guardas, mas tentou filmar um agente que estava agindo com truculência com a filha de outro taxista. De acordo com ele, o ato foi considerado desacato e levou a várias agressões. “A humilhação foi muito grande. Em nenhum momento, eu desacatei autoridades. Eles têm uma câmera no peito dele. É só fazer uma sindicância sobre isso”.

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