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Israel X Hamas

Dos brasileiros repatriados, três desembarcam no Recife nesta quinta-feira

Eles estão sendo repatriados pela “Operação Voltando em Paz", realizada pelo Governo Federal

A partir de Jericó, os resgatados atravessaram a fronteira com a Jordânia e embarcaram em ônibus fretado pelo governo até Amã, a capital da Jordânia
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Um grupo de 32 passageiros devem desembarcar em aeroportos brasileiros nesta quinta-feira (2), no início da madrugada. Eles estão sendo repatriados pela “Operação Voltando em Paz”, que realizou uma operação de resgate nesta quarta-feira (1) para tirar os brasileiros da zona de conflito na Cisjordânia, Oriente Médio. Três dos passageiros resgatados pelo Governo Federal moram no Recife.

O número inicialmente divulgado foi 33, mas houve correção para 32. O resgate incluiu 30 brasileiros, uma jordaniana e um palestino (ambos casados com brasileiros), que manifestaram o desejo de deixar a Palestina. As informações são da Agência Brasil.

Eles foram conduzidos por terra, em vans e ônibus de 11 cidades diferentes na Cisjordânia até a cidade de Jericó. A partir de Jericó, os resgatados atravessaram a fronteira com a Jordânia e embarcaram em ônibus fretado pelo governo até Amã, a capital da Jordânia.

O embaixador do Brasil na Cisjordânia, Alessandro Candeas, destacou que os veículos foram devidamente identificados com a bandeira do Brasil como medida de segurança, e todas as informações sobre placas, trajetos e listas de passageiros foram compartilhadas com as autoridades da Palestina e de Israel.

Os brasileiros já embarcaram no Aeroporto Internacional Queen Alia, em Amã, a bordo de uma aeronave cedida pela Presidência da República. A previsão é que a aeronave pouse na Base Aérea de Brasília às 5h30 desta quinta-feira (2).

Além do Recife, no território brasileiro, os repatriados seguirão para cinco capitais: São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro e Curitiba, além de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Com a chegada desses brasileiros, o total de repatriados da região de conflito alcança a marca de 1.446 pessoas. O governo brasileiro patrocinou um total de oito voos como parte desse esforço.

Faixa de Gaza

Um grupo de 34 brasileiros e seus familiares ainda aguarda para deixar a Faixa de Gaza, onde estão localizados no Sul do enclave, nas cidades de Khan Yunis e Rafah, próximos à fronteira com o Egito.

Nesta quarta-feira (1), a fronteira foi aberta pela primeira vez desde o início do conflito para permitir a saída de palestinos feridos e de um grupo composto por cerca de 450 estrangeiros.

De acordo com o embaixador Candeas, “novas listas serão publicadas em breve, e nossos brasileiros devem estar nelas.” A chegada desses brasileiros ao Brasil está prevista para amanhã.

Cresce violência em meio a conflitos na Faixa de Gaza

O território internacionalmente reconhecido como Palestina é composto pela Faixa de Gaza, controlada pelo grupo Hamas, e pela Cisjordânia, que é parcialmente administrada pela Autoridade Palestina. A Autoridade Palestina, ao contrário do Hamas, é reconhecida por Israel e pela maior parte da comunidade internacional como o legítimo representante do povo palestino.

Desde o início dos conflitos na Faixa de Gaza, que já duram 26 dias, a violência na Cisjordânia tem aumentado, com uma série de assassinatos, confrontos entre palestinos, forças de segurança israelenses e a Autoridade Palestina, além de ataques de colonos israelenses contra palestinos. Os colonos são os israelenses que vivem em assentamentos na Cisjordânia.

Entre o dia 7 de outubro e esta terça-feira (31), foram registrados 123 assassinatos de palestinos na Cisjordânia, incluindo 34 crianças, e 2.206 pessoas ficaram feridas. No lado israelense, houve o registro de uma morte de um soldado e 13 feridos. Isso fornece um panorama das recentes evoluções na região.

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