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NATUREZA

Futuro do Ecoparque Peixe-Boi: concessão pode reviver um espaço único em Itamaracá

Mais do que oceanários e museus, o Ecoparque é um lugar onde histórias de resgate e reabilitação emocionam

Desde a sua criação, dezenas de peixes-boi já foram devolvidos à natureza após cuidados intensivos, resultado de um trabalho apaixonado de pesquisadores e ambientalistas
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Na tarde desta segunda-feira (18), os olhares da Ilha de Itamaracá se voltaram para um ponto de encontro entre natureza, ciência e sociedade. Na paisagem de uma das mais exuberantes praias de Pernambuco, o Ecoparque Peixe-Boi, que há quase uma década está fechado para visitação, tornou-se palco de uma audiência pública decisiva para o seu futuro. O evento está acontecendo neste momento.

A promessa de renascimento 

O ritmo das ondas servirá de pano de fundo para as discussões que traçam os caminhos de um novo modelo de gestão para o espaço, lar de um dos mais emblemáticos símbolos da conservação ambiental no Brasil: o peixe-boi-marinho.

O evento, organizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conta com a presença de autoridades como Mauro Pires, presidente do Instituto Chico Mendes, e Eduardo Loyo, presidente da Empetur.

O objetivo da concessão é aliar conservação ambiental e desenvolvimento social, modernizando a estrutura do Ecoparque e ampliando o acesso a programas de educação ambiental e ecoturismo.

Para Mauro Pires, o modelo de concessão pode transformar o local em um “espaço sustentável, que promove a preservação da biodiversidade ao mesmo tempo em que fortalece a economia local”.

Histórias que inspiram

Mais do que oceanários e museus, o Ecoparque é um lugar onde histórias de resgate e reabilitação emocionam.

Desde a sua criação, dezenas de peixes-boi já foram devolvidos à natureza após cuidados intensivos, resultado de um trabalho apaixonado de pesquisadores e ambientalistas. Hoje, cerca de 20 animais vivem na base, incluindo adultos que, por razões de saúde, não podem mais ser soltos.

Com a reabertura, a ideia é que visitantes voltem a conhecer de perto essas histórias, como a de um filhote resgatado em 2010 após se perder da mãe e que hoje é símbolo da luta pela preservação da espécie.

Ponto de visitação moderno

Segundo Mauro Pires, a concessão promete transformar o Ecoparque em um ponto de visitação moderno, com infraestrutura renovada para atender a escolas, turistas e comunidades locais.

Oceanários com janelas de observação, um auditório em formato de peixe-boi e um museu que conta a trajetória dessa espécie ameaçada estão entre as atrações que voltarão a ser acessíveis ao público.

Desde 2014, o parque está fechado por problemas operacionais, mas o novo modelo de gestão traz esperança de que o espaço volte a cumprir seu papel de educar e sensibilizar.

“A educação ambiental será o coração do projeto, mostrando que a preservação pode caminhar lado a lado com o desenvolvimento sustentável”, afirmou Eduardo Loyo.

Cenário promissor

Com o apoio da sociedade civil, que está participando ativamente da audiência, e das parcerias que se desenham, o Ecoparque pode se tornar novamente uma referência nacional em conservação e ecoturismo.

A concessão não apenas possibilitará o retorno das visitas, mas também garantirá recursos para a continuidade do trabalho com o peixe-boi-marinho, uma das espécies mais ameaçadas do país.

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