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O Metrô do Recife poderá parar novamente nesta semana. Isso porque o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) continuam sem se entender. Nessa quarta-feira (30) aconteceu a oitava rodada de negociações entre os dois lados, e nada ainda foi resolvido.
O sindicato da categoria alega que a proposta foi inferior ao que está sendo pedido. A empresa propõe o reajuste salarial de 3,45%, mas sem correção da base salarial.
O período da greve durou 25 dias, entre suspensões e manutenções da paralisação. A interrupção da paralisação foi acordada na última sexta-feira (25), durante assembleia dos trabalhadores.
Nela, os metroviários votaram favoráveis às ações propostas sobre garantia de empregos em caso de privatização, garantia do Dia do Ferroviário e redução de horas de trabalho para quem tem filhos com deficiências, sem que haja qualquer redução salarial. O atual piso da categoria é R$ 2.300,00, e os trabalhadores estão reivindicando que esse valor suba para R$ 2.400,00.
A justificativa que a CBTU usa é de que o Tribunal de Contas da União (TCU) impede esse aumento. O reajuste do ticket também está abaixo do recomendado pelos trabalhadores, sendo oferecido um acréscimo de 2,71%. O pedido pela estabilização dos empregos em caso de privatização do metrô também não foi atendido.
Por meio de nota, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) alegou que o prazo final de celebração do acordo para que haja retroativo à data-base (01/05/2023) se encerra no dia 06/09/2023, conforme os parâmetros da Secretaria de Coordenação das Estatais (SEST). A empresa reiterou ainda o compromisso em celebrar um acordo coletivo em tempo breve.