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DOAÇÃO

Pedro, de 17 anos, precisa de um coração para continuar vivendo. Família faz apelo

Insuficiência cardíaca grave levou rapaz a ser internado em uma UTI. Agora a solidariedade pode salvá-lo

Pedro, de 17 anos, precisa de um coração para continuar vivendo. Família faz apelo
- Pedro, 17 anos, está internado há dois meses
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


Com informações de Luciana Queiroz, repórter da TV Tribuna Pernambuco

Encontrar um doador de órgãos, não é fácil, ainda mais quando se trata de um transplante cardíaco. É necessário levar em conta idade, altura, peso e compatibilidade do doador. Mas, o pior, é quando essa disponibilidade esbarra no preconceito ou na desinformação. Mais de 3.700 pessoas esperam pela doação de um órgão, em Pernambuco. Para cada 100 potenciais doadores com diagnóstico de morte encefálica, apenas 36 têm a doação autorizada pela família.

Essa dificuldade faz toda a diferença entre morte e vida. Pedro, de apenas 17 anos, está lutando pela dele. Há dois meses, o rapaz está internado em uma UTI de um hospital particular no Recife. Diagnosticado com miocardite, inflamação do músculo cardíaco, Pedro tem uma insuficiência cardíaca severa e, no momento, depende de aparelhos para continuar vivendo.

Um transplante cardíaco poderia salvar a vida de Pedro e devolver a rotina normal do jovem rapaz, mas encontrar um doador compatível, não é fácil. E encontrar famílias dispostas a autorizar essa doação, infelizmente, também não é. Um doador compatível chegou a ser identificado, mas antes que o transplante pudesse ser feito, a família não autorizou a doação.

NEGAÇÃO E DESINFORMAÇÃO

Joana Pires Ferreira, gerente comercial e mãe de Pedro,  falou à repórter Luciana Queiroz. Ela relatou a dor e a angústia de ver que surgiu um doador compatível, mas a familia negou. “Quero deixar muito claro que, nesse momento, a gente tende a sentir uma revolta e uma dor, mas eu vejo que é a mais e pura falta de informação”. 

Bastante emocionada, a mãe de Pedro desabafou: “eu não quero julgar a família que fez isso, só Deus sabe a dor que eles passaram, mas eu não quero passar por isso também. Enquanto ele [Pedro} estiver lutando, a gente está lutando por ele”, disse Joana.

CENTRAL DE TRANSPLANTES

Este ano, até o mês de junho, foram realizados 938 transplantes em Pernambuco, sendo 19 deles de coração. Mas, o número ainda é muito baixo, comparado com a quantidade de pessoas que aguardam um novo órgão. 

As notificações de morte encefálica são enviadas dos hospitais para a Central de Transplantes, no Bongi. É obedecido um protocolo criterioso para a doação ser feita. O grupo sangúíneo tem que ser comPAtível, além de peso e altura. Um só doador pode salvar até oito vidas. 

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