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PMs e vizinhos salvam bebê em parto de emergência no Recife

Recém-nascida estava sem sinais vitais aparentes e precisou ser reanimada

PMs e vizinhos salvam bebê em parto de emergência no Recife
- Imagens que circulam nas redes sociais mostram policiais e moradores carregando mãe e bebê até a ambulância do Samu

Última atualização



Um parto de emergência dentro de casa mobilizou moradores e policiais da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) na Comunidade Caranguejo-Tabaiares, no Recife, na última sexta-feira (14). Sem tempo para chegar ao hospital, a jovem Kettly Silva, de 22 anos, deu à luz em casa e contou com a ajuda de vizinhos e de uma equipe da PMPE que fazia ronda na região.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram policiais e moradores carregando mãe e bebê até a ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A pequena Arielly Sofia era esperada apenas para o dia 19, mas o trabalho de parto começou antes do previsto, ainda na noite de sexta-feira, na casa da avó da recém-nascida.

Avó relata desespero com mudança de cor do bebê

Diante da situação, vizinhos chamaram outra moradora da comunidade, técnica em enfermagem que estava de folga, para ajudar no atendimento inicial à mãe e à recém-nascida.

Em entrevista à TV Tribuna, a avó da criança relatou que a bebê teria apresentado uma tonalidade roxa na cor da pele ao nascer. A situação provocou desespero na família.

Segundo a técnica, ao chegar à residência, encontrou a mãe da criança muito debilitada e sem forças. Antes de qualquer procedimento, ela precisou acalmar Kettly para conseguir seguir com o atendimento.

“Fiz o que tinha de fazer, e deu certo, foi muito rápido. Estabilizei o pescocinho do bebê, fiz a manobra direitinho.”

Ela relatou ainda que também reparou a coloração diferente da recém-nascida, e que realizou os primeiros socorros momentos antes da chegada dos policiais militares à casa.

PMPE assume ocorrência e organiza transporte

De acordo com a aspirante do décimo segundo batalhão, Fernanda Soares, os agentes encontraram o bebê em estado cianótico – ou seja, sem sinais vitais aparentes ou respiração. 

“O nosso efetivo tomou posse da ocorrência, pegaram o bebê e realizaram as manobras necessárias para a desobstrução das vias aéreas. Ao verificar que o bebê estava estabilizado, foi organizada a retirada da mãe e do bebê de dentro da casa e o transporte até a ambulância do Samu, que estava localizada bem distante da casa”

Após o atendimento inicial, mãe e filha foram levadas ao hospital, onde receberam os cuidados necessários.

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