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O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Aldo Lima, foi preso por policiais militares e encaminhado à Central de Plantões da Capital. O fato aconteceu nas primeiras horas da manhã de hoje, durante um piquete para impedir a saída de alguns ônibus na frente de uma empresa de transporte.
Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram o momento da prisão.
A Polícia Militar de Pernambuco se pronunciou através de nota. No texto a PM diz que “na manhã de hoje (28), uma equipe do 11º BPM foi acionada para liberar o acesso na garagem da empresa Pedrosa, em Nova Descoberta. No local, mesmo com ordem judicial para liberação da passagem para as garagens de coletivos, o presidente do sindicato dos rodoviários impedia a saída dos veículos. O efetivo pediu que ele saísse e ele não obedeceu, desacatando o policiamento e resistindo. Ele foi conduzido à Central de Plantões para serem adotadas as medidas cabíveis”.
Greve
A terceira audiência de conciliação entre o Sindicato dos Rodoviários e a Urbana-PE, realizada nesta quinta-feira (27), no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, terminou sem que as partes entrassem em acordo sobre as reivindicações da classe trabalhadora, como aumento salarial e no valor do tíquete refeição. Com o impasse, 1,8 milhões de passageiros continuam sem contar com a totalidade dos ônibus da Região Metropolitana do Recife. A paralisação começou na quarta-feira (26).
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a greve continuará por tempo indeterminado. Ontem (dia 26), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que 60% da frota deveria circular nos horários de pico e 40% nos demais horários. O descumprimento prevê o pagamento de multa de R$ 30 mil por dia. O posicionamento do sindicato é de que não cabe aos rodoviários, e sim às empresas, colocar os ônibus na rua.
Nesta quinta-feira (27) a estratégia dos trabalhadores que aderiram à paralisação foi a de não comparecer as garagens, fazendo com que as empresas tivessem que recorrer a motoristas free lancer para garantir um mínimo de veículos circulando.
De acordo com o TRT, sem acordo entre as partes, agora o trâmite judicial de praxe será seguido: o processo será analisado por um dos 19 desembargadores da Corte, que vai proferir um voto. Depois dessa etapa, todos os desembargadores se reunirão no Tribunal Pleno e vão dar seus votos para decidir, de forma conjunta, o que deve ser feito.