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SINDICATO

Professores municipais do Recife se posicionam contra lei do intervalo bíblico

Sindicalistas afirmam que lei aprovada na Câmara Municipal coloca em risco a noção de Estado laico

Professores municipais do Recife se posicionam contra lei do intervalo bíblico
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


O Sindicato Municipal de Professores e Professoras do Recife (Simpere) divulgou nota nesta quarta-feira (3) onde se posiciona contrário à aprovação do Projeto de Lei nº 205/2024, conhecido como “intervalo bíblico”, na Câmara Municipal do Recife. Na visão do sindicato, a proposta, que agora aguarda sanção ou veto do prefeito João Campos, “abre brechas para o privilégio de determinadas crenças em espaços públicos, colocando em risco o princípio constitucional do Estado laico”.

Os que defendem a lei alegam que não haverá obrigatoriedade da participação de alunos nos chamados intervalos bíblicos e nem haverá prejuízo para a carga horária ou conteúdo programático das aulas.

ESTADO LAICO

O sindicato, por sua vez, defende que a escola pública “deve ser um espaço plural, democrático e acolhedor, onde a diversidade cultural, étnica e religiosa seja respeitada sem a imposição de uma fé específica. Ao permitir manifestações religiosas durante o recreio e prever ações pedagógicas sobre diversidade religiosa sem uma garantia real de equidade, o projeto reforça um cenário de proselitismo, contrariando o caráter laico do Estado brasileiro estabelecido há mais de 130 anos”, diz trecho da nota. A lei que criou o intervalo bíblico foi aprovada em segunda votação nesta terça-feira (2).

Para o Simpere, a laicidade é uma proteção fundamental para a liberdade religiosa de todas as pessoas porque garante que ninguém seja discriminado ou excluído por sua fé. A categoria ainda pede que o espaço público não favoreça uma religião em detrimento de outras, e pede que o prefeito João Campos vete a proposta. 

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