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GRANDE RECIFE

Recifenses amanhecem sem ônibus e sem metrô nesta quarta-feira

Sem acordo com a Urbana-PE, rodoviários mantiveram a paralisação para esta quarta. Já os metroviários decidiram, em assembleia, parar por 48h

Recifenses amanhecem sem ônibus e sem metrô nesta quarta-feira
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O transporte público do Recife vai paralisar as atividades nesta quarta-feira (26). Após o fracasso de uma reunião com a Urbana-PE (sindicato das empresas de transporte coletivo do Grande Recife), com mediação  do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, na manhã desta terça-feira (25), os rodoviários decidiram manter a greve programada. Já os metroviários, em assembleia realizada à noite, decidiram parar por 48 horas. Com isso, quem depende de transporte público ficará sem opção nesta quarta.

Para o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana, Aldo Lima, a proposta dos empresários é indefensáve. “Não há o que esperar, está mantida a paralisação”. A reunião entre trabalhadores e empresários foi comandada pelo corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, desembargador Fábio Farias. Em nota enviada à Impresa, o Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano informa que notificou o Sindicato dos Rodoviários para que seja garantida a frota mínima de 80% dos ônibus nos horários de pico e 50% nos horários fora pico, segundo previsto na Lei Federal nº 7.783, de 28 de junho de 1989, e no Artigo 6º, da Constituição Federal, que consideram o transporte coletivo serviço essencial para a população.

Os rodoviários pedem 5% de reajuste no salário, aumento do vale-refeição para R$ 500 e da gratificação pela dupla função exercida pelos motoristas para R$ 200 (com a inclusão na convenção coletiva da categoria). A Urbana ofereceu 3% de acréscimo no salário, R$ 370 de vale-refeição e R$ 150 de gratificação (com a inclusão na convenção coletiva da categoria). A proposta não foi aceita. 

A Urbana informou, através de nota, que sempre esteve aberta ao diálogo e apresentou propostas concretas, ” inclusive com ganho real para a categoria”, diz a nota . A entidade divulgou ainda que vai solicitar ao TRT-6 o julgamento do dissídio de greve, que pode definir o movimento como ilegal, e que vai se empenhar “para minimizar os transtornos aos nossos clientes e a toda a Região Metropolitana do Recife”. 

 
















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Já os metroviários cobram o reajuste do piso salarial, cláusulas garantindo a estabilidade dos empregos e a realocação dos funcionários para outros órgãos, caso o Metrô do Recife seja privatizado. Outra solicitação é que o Governo Federal retire a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) do Programa Nacional de Desestatização (PND), cumprindo a promessa feita pelo presidente Lula durante a campanha eleitoral, de não desestatizar nenhuma empresa pública.

“O Governo Lula defende a soberania nacional e a importância das empresas públicas, incluindo a CBTU, que sempre prestou um serviço de excelência à população. O governo Lula não pode se igualar ao governo Bolsonaro, que sucateou a empresa com o intuito de vendê-la”, destacou Luiz Soares, presidente do Sindmetro-PE.

* Até o fechamento desta matéria, a assessoria do Metrô do Recife não havia se pronunciado.

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