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CIDADES

Reprovação em massa acende revolta em escola estadual de Olinda

140 alunos receberam a notícia de que foram reprovados por falta, o que representa 40% da comunidade estudantil da unidade Pintor Manoel Bandeira

A notícia caiu como um golpe para alunos que, ao longo do ano, participaram de atividades extracurriculares promovidas pela própria escola
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Pais e alunos se concentraram em frente à Escola de Referência em Ensino Médio Pintor Manoel Bandeira, em Bairro Novo, Olinda, para denunciar uma possível falha na contagem de faltas que teria levado à reprovação de 140 estudantes. O grupo corresponde a cerca de 40% dos alunos — um número que surpreendeu famílias inteiras e acendeu a revolta.

A notícia caiu como um golpe para alunos que, ao longo do ano, participaram de atividades extracurriculares promovidas pela própria escola. Os dias dedicados à robótica, por exemplo, teriam sido contabilizados como ausência, empurrando estudantes para o índice mínimo de frequência.(Veja matéria completa abaixo)

Outros jovens afirmam ter apresentado atestados médicos, mas as faltas não constaram como justificadas no sistema. Há ainda casos de turmas que ficaram sem professor em determinadas disciplinas e, mesmo assim, tiveram os dias sem aula registrados como ausência.

Entre os alunos do terceiro ano, o impacto é ainda mais doloroso. Muitos acabaram de realizar o Enem e enxergavam no resultado da prova uma porta para o ensino superior. Agora, com a reprovação por falta, os planos parecem ter sido abruptamente interrompidos.

A comunidade escolar cobra que a Secretaria de Educação revise os registros e corrija eventuais equívocos que possam ter comprometido o futuro de dezenas de adolescentes. Para os pais, o protesto é a única forma de tentar impedir o que consideram uma injustiça com toda uma geração de estudantes. Até o fechamento da matéria do JT2, a escola não havia se pronunciado.

Assista a matéria completa de Carlos Simões, exibida no JT2, apresentado por Eliene Nóbrega. É só clicar!



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