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Agrônomo pernambucano debate sobre projeto italiano de Pequena Produção Local

Álvaro França participa, nesta terça-feira, às 19h, de programa no YouTube do escritório em Pernambuco do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Agrônomo pernambucano debate sobre projeto italiano de Pequena Produção Local
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O escritório em Pernambuco do Ministério do Desenvolvimento Agrário promove, nesta terça-feira (12), a partir das 19h, no seu canal do YouTube, um debate com o engenheiro agrônomo e consultor pernambucano Álvaro França. Na ocasião, o especialista vai falar da pesquisa que desenvolveu sobre o Projeto de Pequena Produção Local (PPL), realizado no âmbito do projeto Habilitas do Instituto Ítalo-Latino Americano (IILA).

O PPL é originado e implementado no Nordeste da Itália e visa simplificar a formalização de produtos da agricultura familiar, abrangendo também aqueles de origem animal, garantindo a segurança alimentar por meio de um conjunto de ações. “Esse projeto tem tudo para se tornar uma alternativa viável para a inclusão sanitária da agricultura familiar no Brasil”, afirma França.

O programa se baseia no princípio do autocontrole, garantindo a conformidade com os padrões específicos para a certificação da comercialização. “Mas os requisitos rigorosos exigidos no Brasil tornam a produção praticamente impossível para os pequenos produtores, especialmente de produtos de origem animal. Eles são obrigados a implementar estruturas quase industriais para o beneficiamento local, o que contribui para a inundação do mercado com produtos informais”, explica.

Segundo ele, no contexto italiano, é suficiente uma estrutura simples, integrada à residência do pequeno produtor, para a produção de uma variedade de produtos animais e vegetais, como salames, queijos, méis, geleias, conservas de hortaliças. “É interessante notar que o mesmo estabelecimento e local podem ser utilizados para a produção de diferentes produtos em épocas distintas, facilitando a diversificação de produtos provenientes da agricultura familiar. Isso demonstra uma abordagem mais acessível e flexível em comparação com os requisitos mais rigorosos no Brasil. O sucesso do programa levou à sua promulgação em lei nacional e à futura implementação em todas as regiões italianas nos próximos anos. Isso demonstra o impacto positivo que o programa teve e o reconhecimento de sua eficácia a nível nacional”, explica.

Álvaro França ainda acrescenta: “Sem dúvida, ao implementar um programa semelhante em terras brasileiras, estaremos orgulhosos de honrar o título de ‘Veneza brasileira’. Isso não só fortalecerá nossa agricultura familiar, mas também promoverá a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico local, seguindo o exemplo bem-sucedido do projeto italiano”.

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