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Negócios

De empregado a comandante: por que é importante fazer transição?

A importância de assumir a cabine de comando do seu negócio

De empregado a comandante: por que é importante fazer transição?
- O desafio é que muitos empresários e empresárias continuam ocupando posições operacionais, deixando de assumir a "cabine de comando", onde as decisões estratégicas são tomadas, a visão é desenvolvida e o futuro da marca é planejado
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

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Você já imaginou ir do papel de empregado ao de gestor do seu próprio empreendimento? Essa transição é fundamental para qualquer expansão de negócios, franquias e afins. Antes de ampliar e conceder o direito de uso da sua marca, é crucial estabelecer uma sólida base interna, atuando como gestor e desempenhando o papel de dono da sua empresa.

O que fazer?
Eduardo Santinoni, sócio fundador da Y Consultoria e diretor adjunto de Expansão e Novos Formatos da Associação Brasileira de Franchising (ABF), compartilha insights valiosos sobre a transição fundamental que os empresários devem fazer para alcançar o crescimento e o sucesso em seus empreendimentos.

Muitos empreendedores começam como operadores de seus próprios negócios, desempenhando tarefas operacionais, como atender a clientes ou preparar produtos. No entanto, para expandir seus negócios, é essencial que eles assumam um papel de gestão estratégica e se tornem verdadeiros donos de suas empresas.














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Santinoni faz uma analogia intrigante: compara o negócio a um avião, onde as turbinas são o marketing e as vendas, impulsionando o empreendimento, e o corpo da aeronave é onde a operação acontece. O desafio é que muitos empresários continuam ocupando posições operacionais, deixando de assumir a “cabine de comando”, onde as decisões estratégicas são tomadas, a visão é desenvolvida e o futuro da marca é planejado.

A importância da transição
A transição do papel de operador para o de gestor é crucial, mas muitos empresários bem-sucedidos têm dificuldades para fazê-la. Santinoni utiliza o termo “empregado do próprio negócio” para descrever essa situação complexa, porém vital, especialmente para quem busca expandir seus empreendimentos.

“Quando você vira a chave sobre o entendimento de que o tamanho do seu negócio vai da posição que você está ocupando nele, é possível avançar. Porém, caso não ocorra esse desapego, o empreendedor se limita ao alcance do próprio braço e o avião fica estacionado”, diz Santinoni.

Ao manter-se em funções operacionais, o empresário assume riscos desnecessários, desperdiçando seu valioso tempo de piloto em tarefas delegáveis, como operar o caixa. O segredo está em criar processos, definir cargos e supervisionar as atividades, gradualmente assumindo o controle estratégico do negócio.

As etapas necessárias
Santinoni enfatiza que, após dominar a arte de delegar, o empreendedor entra na fase de compreender a amplitude da gestão e busca os mecanismos necessários para assumir a posição de piloto. Ele destaca o ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Checar e Agir) como uma ferramenta essencial, mas ressalta que a gestão deve ser baseada em indicadores-chave.

Enquanto o faturamento é importante, Santinoni alerta que nenhum negócio pode ser gerenciado com base em uma única métrica. Ele destaca indicadores como o custo da mercadoria vendida (CMV), a percepção do cliente, a conversão de vendas online e a satisfação da equipe como essenciais para uma gestão eficaz.

Sonhos
Cada marca tem objetivos únicos, e a escolha dos indicadores deve refletir esses objetivos. Santinoni enfatiza a importância de definir indicadores específicos, estabelecer metas para eles e atribuir responsabilidades claras.

Após a elaboração de planos, indicadores e ciclos de gestão eficazes, é hora de assumir a “cabine de comando” e impulsionar o avião do negócio para o sucesso. Santinoni conclui destacando que o tamanho do negócio está diretamente ligado à posição ocupada pelo empreendedor e que a transição é essencial para o crescimento. Ao abrir mão de funções operacionais, o empresário permite o desenvolvimento de uma rede saudável e funcional, alcançando os objetivos almejados. Caso contrário, o avião do negócio permanece estacionado.

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