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Serasa

Dívidas: fardo invisível que abala 62% dos casais brasileiros

Seis em cada 10 casados teve a vida afetiva prejudicada por causa das dívidas

A amostra teve 5.225 entrevistas. Desse total, 1.933 são casados e 1.235 destes tiveram o relacionamento atingido
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

O peso das dívidas está cada vez mais evidente na vida dos brasileiros, deixando marcas significativas em suas relações interpessoais e no bem-estar emocional. Segundo dados do Serasa, um impressionante contingente de 62% dos brasileiros admite que suas relações afetivas foram abaladas por problemas financeiros. Pelo menos seis entre 10 pessoas dizem ter a relação com o parceiro prejudicada.














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De acordo com o Fernando Lamounier, especialista em educação financeira e diretor da Multimarcas Consórcios: “existem casais que escolhem não tratar de assuntos financeiros na relação, mas é necessário que haja uma comunicação aberta e clara para que atritos não sejam recorrentes afetando o bom convívio no dia-a-dia”.

A amostra do Serasa teve 5.225 entrevistas. Desse total, 1.933 se disseram casados e 1.235 destes tiveram o relacionamento atingido. Boa parte dos casais não consegue seguir juntos após um episódio de dívidas.

A pressão acaba afetando a relação familiar. Isolamento, irritabilidade e discussões são as principais causas listadas neste cenário e 57% se sentiram mal por ter que recorrer a ajuda familiar para saldar dívidas.

Lamounier ressalta que ao recorrer a um familiar para um pedido de ajuda financeira, o indivíduo deve ter em mente que está fazendo outra dívida, mesmo que sem juros, a situação não se resolve.

A mudança

O especialista Fernando Lamounier defende o início de um planejamento financeiro para melhorar a qualidade de vida e dos relacionamentos. Ele dá quatro dicas básicas: “Mapeie sua renda total, isto é, salário e rendas extras, separe as despesas fixas no seu orçamento, como aluguel, condomínio, internet e contas de serviços públicos (água, luz, gás), esquematize as despesas variáveis como alimentação, transporte e gastos com saúde, organize dívidas e pagamentos, como parcelas de empréstimos e cartão de crédito”.

Para o especialista, o lado bom é que a “sou brasileiro e não desisto nunca” continua valendo. A pesquisa revela que 70% dos endividados têm esperança de conseguir quitar as suas dívidas. Comparado ao ano anterior, a esperança dos brasileiros subiu 11%, o que mostra que planejamento e resiliência são ingredientes para que isso aconteça.

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