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ECONOMIA

Inflação acelera na RMR puxada pela energia elétrica e alimentação

a inflação no Recife, uma das 16 capitais pesquisas, está mais alta do que cidades como São Paulo e Porto Alegre e Salvador

Inflação acelera na RMR puxada pela energia elétrica e alimentação
- O principal responsável pela elevação foi o grupo Habitação, com alta de 3,36% e impacto de 0,45 p.p. no índice geral
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A inflação na Região Metropolitana do Recife (RMR) subiu para 0,56% em maio, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento representa uma alta de 0,34 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior, quando a inflação havia sido de 0,22%.

Um dos principais responsáveis pela elevação foi o grupo Habitação, com alta de 3,36% e impacto de 0,45 p.p. no índice geral. Mas a energia elétrica pesou mais, com um aumento de 7,16% na energia elétrica residencial, revertendo a retração de -1,7% registrada em abril.

De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, o reajuste em algumas áreas pesquisadas, a elevação nas alíquotas de PIS/Cofins e a cobrança da bandeira tarifária amarela — que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos — contribuíram para a alta.

“Além do reajuste em algumas áreas pesquisadas e aumento nas alíquotas de PINS/COFINS, esteve vigente no mês de maio a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 KWh consumido”, disse o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves.

ALIMENTOS TAMBÉM IMPACTAM A INFLAÇÃO

No grupo Alimentação e bebidas, os preços também subiram de 0,64% em abril para 0,81% em maio. Itens como cebola (17,93%), batata-inglesa (13,44%) e tomate (8,98%) exerceram forte pressão de alta. Segundo Gonçalves, a batata-inglesa foi afetada pela sazonalidade da safra, que não conseguiu atender à demanda local. Já o preço da cebola sofreu influência da importação do produto da Argentina.

Por outro lado, alguns alimentos apresentaram queda nos preços, como melão (-13,25%), cenoura (-6,68%) e melancia (-6,46%).

INFLAÇÃO ACUMULADA E RANKING

No acumulado do ano, a inflação da RMR chega a 2,68%. Nos últimos 12 meses, o índice atinge 4,33%. Em âmbito nacional, Brasília registrou a maior variação (0,82%), pressionada pela alta de energia elétrica (9,43%) e gasolina (2,60%). Já Rio Branco apresentou a menor variação (0,00%), influenciada pela queda no preço do ovo de galinha (-9,09%) e do arroz (-6,26%).

Para se ter uma ideia, no entanto, a inflação no Recife, uma das 16 capitais pesquisas, está mais alta do que cidades como São Paulo e Porto Alegre e Salvador.

INPC TAMBÉM APONTA ALTA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, apresentou aumento de 0,70% em maio. No ano, o acumulado chega a 2,77%, e nos últimos 12 meses, a 4,03%, acima dos 3,78% registrados no período anterior.

Os produtos alimentícios no INPC também tiveram alta significativa, acelerando de 0,24% em abril para 0,70% em maio. Já os não alimentícios passaram de 0,17% para 0,48% no mesmo período.

PRÓXIMA DIVULGAÇÃO

O IBGE informou que o próximo resultado do IPCA, referente ao mês de junho, será divulgado em 10 de julho.

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