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Economia

O que a insatisfação a longo prazo causa no trabalho?

Saiba identificar os motivos e como planejar a mudança

O que a insatisfação a longo prazo causa no trabalho?
- De acordo com Bruno Cunha, qualquer insatisfação necessita ser bastante investigada pelo profissional. Ele acredita que, às vezes, esse sentimento negativo se deve a motivos internos
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

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As horas passam, os meses se acumulam, o ano vira e nada muda. Tudo parece não fazer sentido algum naquele trabalho, mas o profissional não consegue se mover e permanece insatisfeito. Ele receia ficar fora do mercado de trabalho, tem medo de não ser bom o suficiente para outro emprego e cultiva uma imagem tão negativa de si mesmo que se desligar parece ser um pulo no abismo. O que fazer, afinal, com a insatisfação diária na vida profissional, que se espalha com raízes em todas as áreas da vida?

Segundo o administrador e psicanalista, Bruno Cunha, especialista em carreira, a insatisfação a longo prazo no trabalho pode ter uma série de impactos negativos, tanto no ambiente profissional quanto nas relações interpessoais. A longo prazo, o descontentamento causa baixo desempenho, aumento de faltas, impacto na saúde mental, perda de criatividade, e impacto na saúde mental e física. É um dano para si e para os outros.

A própria pessoa descontente se prejudica. “O estresse prolongado, associado à insatisfação no trabalho pode ter sérios impactos na saúde mental e física dos colaboradores. Isso inclui sintomas de ansiedade, depressão, dores físicas e problemas de sono”.

Por outro lado, estando infeliz, o trabalhador ou trabalhadora cria um raio de toxicidade ao redor. “Colaboradores insatisfeitos podem contribuir para a criação de um ambiente de trabalho tóxico, onde prevalecem a negatividade, a falta de colaboração e os conflitos interpessoais”, declarou Bruno. Quando alguém falta demais, por exemplo, sobrecarrega um colega.

Cabeça quente
Para o especialista, para enfrentar todos os temores de sair de um emprego que tanto o deixa infeliz, o profissional precisa elaborar um planejamento de carreira para que a mudança possa acontecer sem prejuízos. Isso também passa por consultar um especialista de carreiras, considerando que, quando se está doente, é natural buscar um médico. A insatisfação crônica não é para ser regada. Porém, não se deve agir de cabeça quente.

“Muitas vezes, achamos que estamos resolvendo um problema e estamos criando outro”, declarou o especialista, referindo-se ao desligamento sem preparação, o que prejudica o lado financeiro, que pode entrar em colapso.

Antes de pedir demissão e procurar uma nova ocupação, Bruno Cunha sugere que a pessoa analise diversas situações. ”Esse momento pode ser decisivo para a vida e para a carreira profissional de qualquer pessoa e, sendo assim, a falta de planejamento contribui para a deterioração da sua carreira”, declarou.














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A culpa é de quem?
De acordo com Bruno Cunha, qualquer insatisfação necessita ser bastante investigada pelo profissional. Ele acredita que, às vezes, esse sentimento negativo se deve a motivos internos. Sendo que, por falta de conhecimento de si mesmo, a pessoa não sabe.
“Racionalizar tal momento se torna muito importante pois, às vezes, os profissionais tomam decisões mergulhados na emoção”, declarou.

Entre os motivos internos que causam inconformidade e dissabores no trabalho, ele chama a atenção para alguns: “Os motivos internos podem ser relativos a uma falta de atitude na busca por novas situações que podem levar a cargos melhores, também pode ser a falta de preparação para esses novos cargos. Nestes casos, melhorias na qualificação e desenvolvimento comportamental podem ser os caminhos para levar a um novo cargo ou a uma nova carreira que tenha novas atribuições. Assim, a insatisfação se torna uma força motriz no sentido de impulsionar o indivíduo a buscar por soluções que deem uma satisfação maior na vida”.

O lado externo do problema
Questionado sobre os motivos externos, que não são causados pelo próprio trabalhador, o especialista também faz as ponderações. Para ele, os motivos externos podem ser relativos a limitações da própria empresa como falta de orçamento, ou mesmo de espaço para o crescimento.

“É importante identificar o que está impedindo-a de crescer e de avançar para que o problema seja resolvido. Muitos profissionais, após analisarem como estão frente aos seus concorrentes, concluem que estão aptos para evolução na carreira e que muitas vezes estão diante de dificultadores externos que podem ser enfrentados na busca de alternativas”. Ele arrematou: “Não somos feitos para viver de um mesmo modo a vida toda. A insatisfação e a mudança têm uma relação direta, que faz com que ambas sejam interconectadas. Quando estamos insatisfeitos, precisamos pensar em como mudar. Sem insatisfação, não há mudança. Afinal, ninguém muda o que está bom”.

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