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Economia

Pernambuco cresce menos que o Brasil e mantém 2º lugar do Nordeste no PIB de 2023

Estado tem alta de 2,4%, abaixo da média nacional e regional, e segue com PIB per capita em 55% da média do país

Pernambuco cresce menos que o Brasil e mantém 2º lugar do Nordeste no PIB de 2023
- De acordo com o IBGE, o desempenho de 2023 foi puxado principalmente pelas atividades imobiliárias e pelo setor de serviços, que seguem como motores estruturais da economia estadual
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco alcançou R$ 270,5 bilhões em 2023, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE.

O montante mantém o estado como o segundo maior da economia nordestina, atrás da Bahia, mas o crescimento registrado no ano — 2,4% — ficou abaixo da média brasileira (3,2%) e também do desempenho médio do Nordeste (2,9%).

Crescimento abaixo da média nacional

A expansão da economia pernambucana mostrou ritmo mais lento do que o observado em estados vizinhos. Maranhão (3,6%) e Alagoas (3,5%) foram destaques regionais com altas superiores, embora o IBGE ressalte que diferenças de base de comparação influenciem esses percentuais.

Mesmo assim, os números reforçam um cenário de avanços moderados em Pernambuco ao longo de 2023.

Em valores correntes, o estado respondeu por aproximadamente 2,5% do PIB brasileiro, proporção praticamente estável nas duas últimas décadas.

Entre 2002 e 2023, a participação de Pernambuco oscilou de 2,4% para 2,5%, mas, apesar da ligeira melhora, o estado perdeu posição no ranking nacional, passando do 10º para o 11º lugar.

Ranking do PIB per capita – 2023 (IBGE)

Valores em R$

Brasil

53.866,67

Grandes regiões

  1. Centro-Oeste — 71.200,72
  2. Sudeste — 68.357,91
  3. Sul — 61.274,54
  4. Norte — 36.678,53
  5. Nordeste — 27.681,97

Unidades da Federação

  1. Distrito Federal — 129.790,44
  2. São Paulo — 77.566,27
  3. Mato Grosso — 74.260,01
  4. Rio de Janeiro — 73.052,55
  5. Santa Catarina — 66.635,32
  6. Mato Grosso do Sul — 66.884,75
  7. Rio Grande do Sul — 66.732,90
  8. Paraná — 58.724,68
  9. Espírito Santo — 49.032,73
  10. Rondônia — 48.634,38
  11. Goiás — 47.721,96
  12. Minas Gerais — 44.296,44
  13. Tocantins — 42.534,91
  14. Amazonas — 41.271,50
  15. Roraima — 40.129,07
  16. Amapá — 38.187,09
  17. Acre — 31.076,60
  18. Pará — 30.371,94
  19. Rio Grande do Norte — 30.804,91
  20. Bahia — 28.239,14
  21. Pernambuco — 29.877,28
  22. Alagoas — 26.596,77
  23. Sergipe — 27.815,20
  24. Ceará — 27.946,69
  25. Piauí — 25.391,16
  26. Paraíba — 24.243,87
  27. Maranhão — 22.020,63

Oscilações marcam a série histórica

A análise de longo prazo mostra que a economia pernambucana alternou ciclos fortes de expansão e anos de retração significativa. Em 2010, período marcado pela instalação de grandes empreendimentos e forte investimento industrial, o PIB estadual avançou 7,2%, um dos melhores resultados da série. Já nas crises de 2015 e 2020, o estado viu quedas expressivas de -4,2% e -4,1%, respectivamente.

No acumulado de 2002 a 2023, Pernambuco registrou crescimento real de 54,8%, com média anual de 2,1% — taxa ligeiramente inferior à média do Brasil, de 2,2%.

Serviços impulsionam o resultado

De acordo com o IBGE, o desempenho de 2023 foi puxado principalmente pelas atividades imobiliárias e pelo setor de serviços, que seguem como motores estruturais da economia estadual.

A indústria, embora com menor contribuição geral, teve avanço relevante em segmentos específicos, como a indústria de transformação, impulsionada pelo refino de petróleo. A agropecuária teve participação mais modesta no resultado final.

PIB PER CAPITA continua distante do nacional

Outro indicador divulgado pelo IBGE reforça as desigualdades regionais: o PIB per capita de Pernambuco correspondeu, em 2023, a 55% da média brasileira.

Em 2002, esse percentual era de 52%. A evolução lenta ao longo de duas décadas revela dificuldades contínuas para elevar a renda média da população.

O instituto destacou que desafios estruturais persistem, como produtividade baixa, concentração setorial e desigualdades internas — dimensões que dialogam com a redução recente do Índice de Gini no estado, mostrada em outro release divulgado em outubro.

Mudanças no Sistema de Contas

O IBGE informou ainda que o Sistema de Contas Regionais, responsável por compilar e atualizar os dados do PIB estadual, passa por um processo de revisão metodológica e adotará 2021 como novo ano-base. Até a conclusão da atualização, as estimativas seguem referenciadas ao ano-base 2010.

A divulgação completa da nova série será integrada ao Sistema de Contas Nacionais quando finalizada.

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