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O volume de serviços em Pernambuco caiu 0,2% em julho, percentual próximo à estabilidade, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo IBGE. O resultado contrasta com a média brasileira, que registrou alta de 0,5%. Em junho, o estado havia apresentado queda de 2%.
Na comparação entre julho de 2023 e o mesmo período de 2022, o estado registrou alta de 1,9% no setor de serviços, avanço inferior ao nacional, de 3,5%. Por outro lado, no acumulado do ano, o crescimento de Pernambuco foi de 6%, enquanto a média brasileira foi menor, de 4,5%. Na variação acumulada dos últimos 12 meses (agosto de 2022 a julho de 2023), também houve crescimento nos índices do estado, desta vez de 7,5%, enquanto a expansão no Brasil foi de 6%.
Entre as cinco atividades de serviços pesquisadas pela PMS, os serviços de informação e comunicação estão em primeiro lugar, com alta de 17,9% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior. As maiores perdas ficaram na categoria outros serviços, que incluem a compra, venda e aluguel de imóveis, atividades de apoio à agricultura, à pecuária e gestão de resíduos sólidos (-19,2%).
PRODUTOS AGRÍCOLAS VALORIZADOS
O valor da produção agrícola pernambucana em 2022 foi recorde e ultrapassou R$ 7,4 bilhões, contra R$ 6,3 bilhões em 2021. Os números são da Produção Agrícola Municipal (PAM), pesquisa realizada também pelo IBGE desde 1974. No entanto, mesmo com esse crescimento, Pernambuco se manteve na 16ª posição no ranking nacional.
A cana-de-açúcar ficou em primeiro lugar no ranking do ano passado, rendendo aos produtores aproximadamente R$ 2,7 bilhões, ou 36,1% de todo o total recebido pela agricultura pernambucana. O desempenho também rendeu ao estado o sexto lugar a nível nacional pelo terceiro ano seguido. Houve um aumento de 6,3% na quantidade de cana colhida em 2022, chegando a cerca de 16,6 milhões de toneladas e um rendimento de 60,8 toneladas por hectare.
Com R$ 1,7 bilhões em valor de produção, a uva se manteve na segunda posição em 2022. Mesmo com o aumento, foram produzidas 338 mil toneladas da cultura no ano passado, contra 420 mil toneladas em 2021, uma queda de 15,3% e o número mais baixo desde 2015. O rendimento médio da produção também diminuiu de 47,6 mil para 42,4 mil toneladas por hectare.
Mesmo com a queda no período, Pernambuco se mantém como importante produtor nacional de uva, sendo o primeiro em valor e em rendimento médio de produção, o segundo em quantidade produzida e o terceiro em área colhida, atrás do Rio Grande do Sul e São Paulo.
Pelo segundo ano seguido, a banana em cacho ficou em terceiro lugar em valor de produção, que chegou a R$ 633 milhões em 2022, contra R$ 488 mil em 2021. O estado caiu do sexto para o sétimo lugar entre um ano e outro, mas a quantidade produzida teve uma leve alta de 3,3%, chegando a 490.440 mil toneladas.
Quarto cultivo com maior valor de produção em Pernambuco em 2022, a manga teve um ganho de aproximadamente R$ 438 milhões, o segundo maior montante entre todos os estados, atrás apenas da Bahia. Embora a quantidade produzida tenha ficado praticamente estável entre 2021 e 2022, com 441 mil toneladas, o estado alcançou o maior rendimento médio entre os estados produtores da fruta, com 26,7 quilogramas por hectare.
A goiaba ocupou, em 2022, o quinto lugar no ranking das culturas agrícolas com maior valor de produção em Pernambuco, somando R$ 377 milhões. Além disso, o estado foi o que mais faturou com o cultivo da fruta no período e teve a maior produção nacional, com 196 mil toneladas e rendimento médio de 35 mil quilogramas por hectare. No total, a cana-de-açúcar, a uva, a banana, a manga e a goiaba, somadas, respondem por 78,5% do valor de produção agrícola total do estado.
Feijão tem queda brusca na colheita em 2022
Em 2022, Pernambuco teve 807 mil hectares de área plantada ou destinada à colheita, exatamente a mesma superfície do ano anterior. A área colhida, por sua vez, foi de aproximadamente 683 mil hectares, 2,3% a mais do que no ano anterior. A cultura com mais área colhida foi a cana-de-açúcar, com 273 mil hectares, 2,3% a menos do que em 2021.
Já o feijão em grão, variedade com a segunda maior área colhida, teve aumento de 10,8% na superfície de colheita, passando de 134 mil para 148 mil hectares entre 2021 e 2022. No entanto, houve uma queda brusca na quantidade produzida, de 71,1 para 49,9 mil toneladas no período. Já em valor de produção, o feijão está em oitavo lugar em valor de produção, tendo caído de R$ 315 milhões para R$ 242 milhões.
O milho em grão, por sua vez, tem a terceira maior área colhida e observou aumento semelhante ao do feijão, com aumento de 104,8 mil hectares em 2021 para 115,7 mil hectares em 2022, uma variação de 10,4%. A quantidade produzida também aumentou, de 66 para 71 mil toneladas, sendo que o valor de produção acompanhou essa alta, de R$ 101 milhões em 2021 para R$ 111 milhões em 2022.
Petrolina tem o maior valor de produção entre os municípios pernambucanos
Os quatro municípios pernambucanos com maior valor de produção agrícola em 2022 estão localizados nas regiões onde a fruticultura predomina. Em primeiro lugar, está Petrolina, que, sozinha, foi responsável por 21,2% de todo o valor de produção arrecadado pela agricultura do estado, o equivalente a R$ 1,6 bilhão. Na sequência, estão Lagoa Grande (R$ 471 milhões), Belém do São Francisco (R$ 383 milhões) e Santa Maria da Boa Vista (R$ 322 milhões), todas localizadas no Sertão do São Francisco. Na quinta posição, está Ipojuca, no litoral sul, tradicionalmente ligada À colheita da cana-de-açúcar (R$ 285 milhões).