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Cine Jardins exibe filme capixaba até quarta-feira

Produção reúne memórias e documentos do pai do diretor em uma narrativa sobre luto e saúde mental

Cine Jardins exibe filme capixaba até quarta-feira
- Fotos em “Meu Pai e Eu”
Foto de perfil de Helena Rodrigues

Helena Rodrigues

Helena Rodrigues é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes) com especialização em Estudos Literários. É responsável pela coluna Religião, escreve matérias sobre streaming, literatura e faz entrevistas com artistas para o caderno AT2, é redatora da editoria de Cidades.

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Dez anos após a morte do pai, o diretor de cinema Thiago Moulin resolveu abrir a única herança deixada por ele: uma mala repleta de fragmentos de sua vida – fotos, cartas, poesias, cartões-postais, textos escritos em guardanapos e outras lembranças de uma vida inteira. São esses vestígios, junto a relatos de amigos e familiares, que conduzem a narrativa do filme capixaba “Meu Pai e Eu”.

O filme, que foi lançado na última quinta-feira (24), vai ficar em cartaz até a próxima quarta-feira (30), no Cine Jardins, em Jardim da Penha. O longa foi selecionado para importantes festivais de cinema do Brasil, como o CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, Festival de Cinema de Vitória, Festival Guarnicê de Cinema e CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, além do Festival Internacional de Cine de Guayaquil, no Equador.

Além da temporada especial em cartaz no Cine Jardins, o filme está em circulação em espaços alternativos. Centros culturais, cineclubes, escolas, coletivos, projetos sociais, festivais e outras iniciativas podem solicitar uma sessão gratuita do filme por meio de um formulário disponível no site da Graúna, produtora da obra (https://www.graunadigital.com/docmeupaieeu).

As ações fazem parte do projeto de distribuição de impacto do filme, na esteira da sensibilização da campanha internacional Setembro Amarelo, que busca conscientizar sobre a prevenção ao suicídio e a importância do cuidado com a saúde mental.

Thiago define o processo de produção da obra como “visceral e solitário”, mas também repleto de colaborações. “A cada documento ou fotografia que eu descobria, compartilhava reflexões com Iza Rosenberg, que me ajudou a organizar esse material caótico em algo compreensível. Ursula Dart foi meu porto seguro, ajudando-me a equilibrar os papéis de filho e diretor – uma tensão constante ao longo do filme”, conta.



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