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NESTA SEGUNDA-FEIRA

20 de julho, Dia do Amigo: como amizades melhoram saúde e mente

Especialistas apontam que vínculos sólidos protegem emocionalmente e favorecem habilidades socioemocionais

20 de julho, Dia do Amigo: como amizades melhoram saúde e mente
- Estabelecer amizades funciona como um mecanismo de proteção emocional
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


Celebrado nesta segunda-feira (20), o Dia do Amigo chama a atenção para um tema cada vez mais discutido: a relação direta dos vínculos afetivos com o bem-estar e a longevidade humana.

Para além do convívio social e do lazer, a manutenção de conexões interpessoais sólidas atua como um indicador de melhora na saúde física e mental, segundo especialistas e estudos científicos.

Rede de apoio e proteção emocional no dia a dia

De acordo com o psicólogo e professor André Cruz, da UniFG, estabelecer uma rede de apoio estruturada em amizades funciona como um mecanismo de proteção emocional.

Ele aponta que essas relações conferem acolhimento e o sentimento de pertencimento, o que ajuda a lidar com demandas e tensões cotidianas de forma mais equilibrada.

Efeitos no corpo e sinais de uma amizade genuína

Pesquisas científicas na área da saúde corroboram a relevância dessas conexões. A proximidade com indivíduos de confiança atenua a sensação de isolamento e estimula a produção de hormônios associados ao bem-estar, a exemplo da ocitocina, ligada ao fortalecimento de laços sociais e à percepção de segurança.

Como resultado biológico, observa-se diminuição nos índices de estresse e ansiedade, o que eleva a capacidade de resiliência diante de cenários adversos. Além disso, o convívio social regular também favorece o aprimoramento de habilidades socioemocionais, como empatia, diálogo e resolução de conflitos.

Cruz destaca que o diálogo com pessoas próximas auxilia na organização de pensamentos e previne o isolamento social severo, frequentemente associado a quadros de sofrimento psicológico. Adicionalmente, a interação ativa estimula funções cognitivas básicas, como memória, atenção e raciocínio, tornando-se um hábito relevante em meio à rotina acelerada e à predominância das redes digitais.

Para o psicólogo, reconhecer uma relação genuína passa por respeito mútuo, reciprocidade e autonomia individual. Segundo ele, o vínculo autêntico aparece tanto em momentos de vulnerabilidade quanto de estabilidade, sem visar ganhos utilitários ou incentivar dinâmicas de competição e dependência.

Eventuais divergências, quando geridas por meio do diálogo e do respeito aos limites individuais, tendem a consolidar a relação. Nesse cenário, o valor central está na aceitação mútua e no estímulo ao amadurecimento pessoal.

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