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MUDANÇA

Márcio Cadar deixa projeto da SAF do Santa Cruz: o que isso significa?

Segundo o presidente do clube, Bruno Rodrigues, SAF é revolucionária e nada muda no cronograma

Márcio Cadar deixa projeto da SAF do Santa Cruz: o que isso significa?
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Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A relação próxima com a torcida, os vídeos de recepção calorosa, as trocas de mensagens nas redes sociais e até o apelido carinhoso de “painho” ficaram para trás.

O empresário mineiro Márcio Cadar, rosto mais conhecido do grupo interessado em adquirir a SAF do Santa Cruz, está oficialmente fora do projeto.

A confirmação veio nesta segunda-feira (6), por meio do presidente tricolor Bruno Rodrigues, durante coletiva de imprensa.

Desde que a ideia de transformar o Santa Cruz em Sociedade Anônima do Futebol foi apresentada, Cadar ganhou protagonismo não apenas nas negociações, mas também como ponte entre o clube e a torcida.

Seu perfil engajado e acessível cativou parte da massa coral, que lamentou a saída nas redes sociais. A ligação emocional foi tanta que o empresário ganhou apelido entre os tricolores, que o chamavam carinhosamente de “painho”.

Cadar ajudou a construir a proposta de compra de 90% das ações da SAF Coral, e atuou como articulador junto ao grupo de investidores de Minas Gerais. Mas, segundo Bruno Rodrigues, a decisão de deixá-lo fora do projeto foi tomada em comum acordo entre os próprios investidores e o empresário, e não altera os planos de investimento no clube. “A SAF é revolucionária. Ninguém quer a SAF mais do que eu”.

“SEM TRAUMAS”



Segundo o presidente do Santa Cruz, a saída de Márcio Cadar foi decidida em conjunto.  “O grupo de investidores tem uma composição inicial — é evidente que, futuramente, isso será reforçado por alguns fundos e novos investidores. Naquele momento, eles definiram que o Márcio seria a pessoa a falar em nome do grupo. Com o tempo, foi decidido, em conjunto com o próprio Márcio, que ele deixaria tanto o grupo de investidores quanto o grupo responsável por conduzir a SAF”, declarou o presidente coral, Bruno Rodrigues,

Ele acrescentou que a saída de Cadar foi “uma decisão tomada em comum acordo, sem traumas, sem mudanças no cronograma de investimentos, e sem qualquer impacto no andamento da SAF. Trata-se de uma questão interna dos investidores, sobre a qual não cabe a mim me aprofundar”. 

Mesmo com a saída de Márcio, o grupo mantém o compromisso de injetar até R$ 1 bilhão no Santa Cruz ao longo de 15 anos. A negociação está na fase final de diligência jurídica e, segundo a direção tricolor, caminha para ser concluída sem sobressaltos. “A saída de Cadar não muda nada”, reafirmou Bruno Rodrigues.

Bruno Rodrigues acrescentou que melhorias no elenco e pagamento de folha já estão contando com o apoio da nova SAF.

MAIS RESERVA

A Cobra Coral Participações S/A, empresa com CNPJ já ativo e criada para receber os aportes da SAF, continua sob liderança de Vinícius Diniz, Marcus Bittar, Iran Barbosa e Alexandre Kubitscheck.

A nova fase do projeto, porém, vem sendo conduzida com mais reserva. Se antes havia postagens, vídeos e presença constante dos investidores nas redes sociais, agora a prioridade é o silêncio estratégico — um sinal de que o grupo quer avançar com segurança rumo à formalização do acordo.

Curiosamente, no último sábado (3), mesmo já desligado do projeto, Márcio Cadar ainda comentou sobre o empate em 0 a 0 entre Santa Cruz e Santa Cruz de Natal. Desde então, porém, ele não voltou a se manifestar nas redes. O novo CEO da transição será apresentado ainda nesta semana, de acordo com o presidente do clube. “Estamos dentro do prazo e seguro do que estamos fazendo”.

PASSO A PASSO DO PROCESSO DE FECHAMENTO DA SAF, SEGUNDO BRUNO RODRIGUES

30 de maio

Será concluída, em definitivo, a documentação referente à criação da SAF.

O clube afirma que está tudo certo, dentro do que foi acordado, e destaca que o processo é novo no Brasil, mas vem sendo acompanhado por diversos escritórios especializados.

2 de junho

A documentação será enviada ao Conselho Fiscal, representado pelo desembargador Bartolomeu Bueno, e ao Conselho Deliberativo.

Ambos os órgãos terão um prazo de 15 dias para realizar a análise interna do processo.

16 de junho

O presidente do Conselho Deliberativo deverá marcar a sessão para análise, avaliação e emissão do parecer final sobre a proposta de transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol. O parecer, no entanto, não tem força de derrubar o projeto.

31 de julho

Marcada para até 45 dias após o parecer do Conselho Deliberativo, será realizada a Assembleia Geral de Sócios. Esse é um prazo previsto no estatuto do clube. Na assembleia, os sócios votarão pela aprovação ou rejeição da proposta final de transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol. A votação será fechada e nominal.

SEM RENOVAÇÃO COM A VOLT

Ainda na coletiva, o presidente Bruno Rodrigues falou rapidamente que o clube não vai renovar com a Volt. O interesse é trazer uma marca internacional como patrocinadora. Ainda de acordo com ele, o Santa Cruz deve fazer pelo menos mais três contratações para o elenco, podendo um dos nomes ser conhecido da mídia.

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