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RESPONDERÁ EM LIBERDADE

Padre Airton Freire deixa prisão domiciliar após decisão da justiça

Acusado de estupro, padre vai responder em liberdade após juiz apontar excesso de prazo

Padre Airton Freire deixa prisão domiciliar após decisão da justiça
- Padre Airton está afastado de suas funções eclesiásticas
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


A Justiça de Pernambuco revogou nesta terça-feira (21) a prisão domiciliar do Padre Airton Freire, acusado de estupro, e substituiu a custódia por medidas cautelares.

A decisão foi proferida pelo juiz Guilherme Oliveira da Silva Gonçalves, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que reconheceu excesso de prazo na instrução processual e afirmou que o atraso não pode ser atribuído à defesa.

Por que a domiciliar foi revogada

O religioso cumpria a medida desde julho de 2023, após ter a prisão preventiva decretada. Segundo a avaliação do magistrado, a fase de instrução ainda não foi concluída por causa da complexidade do caso e do não comparecimento de testemunhas de acusação em audiências.

Mesmo assim, o juiz considerou que a manutenção da restrição se tornou desnecessária e desproporcional, especialmente pelo histórico de cumprimento integral das determinações judiciais.

Medidas cautelares e restrições impostas

Com o novo entendimento, o sacerdote responderá ao processo em liberdade, mas segue obrigado a cumprir restrições impostas pelo Judiciário.

Entre as determinações estão a proibição de manter contato com a denunciante, a vedação ao exercício de atividades religiosas e a proibição de realizar publicações sobre as investigações em redes sociais. As funções eclesiásticas do padre seguem suspensas pela Diocese de Pesqueira.

Contexto das acusações e andamento do caso

O processo decorre de denúncia oferecida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que acusa o sacerdote de envolvimento no estupro de Silvia Tavares de Souza, ocorrido em agosto de 2022, na Fazenda Malhada, em Buíque, no Agreste pernambucano.

De acordo com o MPPE, a violência sexual teria sido praticada pelo motorista e segurança do padre, Jailson Leonardo da Silva, a mando do religioso, enquanto a vítima realizava acompanhamento espiritual no local.

A acusação reuniu elementos que incluem gravações em áudio, dados de localização, registros fotográficos e laudos periciais que identificaram vestígios de sêmen em um colchão do imóvel. Ao receber a denúncia, a Justiça ponderou que o acervo probatório apresentava contradições e um “caráter quase paradoxal”.

Em março deste ano, o padre e o motorista foram absolvidos em uma das ações penais derivadas do caso, após a justiça concluir que as provas periciais produzidas refutavam depoimento da acusação. Apesar dessa absolvição, o religioso continua a responder a outras ações judiciais relacionadas ao caso.

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