Anúncio
AGRESTE

Deolane Bezerra e as “Canibais de Garanhuns”: dividindo a mesma unidade prisional

Influenciadora foi presa por suposto envolvimento em organização criminosa investigada por jogos de azar e lavagem de dinheiro

A penitenciária tem capacidade para 107 detentas, mas atualmente está com 265 mulheres.
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, em uma penitenciária de Buíque, no Agreste de Pernambuco, a 284 quilômetros do Recife, chama atenção por um detalhe curioso.

Embora esteja isolada em uma cela, Deolane compartilha a mesma instituição prisional com Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva, ambas condenadas pelos crimes de “canibalismo” que chocaram o país. A penitenciária tem capacidade para 107 detentas, mas atualmente está com 265 mulheres.

Deolane foi levada à Penitenciária de Buíque nesta última terça-feira (10), após ter a prisão domiciliar revogada.

A Justiça entendeu que ela descumpriu as medidas cautelares exigidas, como não falar com a imprensa, não fazer postagens em redes sociais. A influenciadora disse que sua prisão foi “criminosa” e feita com abuso de poder do delegado Paulo Gondim.

Notoriedade

Deolane e as duas mulheres chamadas na época de “canibais” dividem apenas a notoriedade em seus casos. Enquanto Deolane foi presa recentemente pela Operação Integration, que investiga lavagem de dinheiro e jogos de azar, Isabel e Bruna são lembradas por crimes que causaram repulsa em toda a sociedade.

Ao contrário de Deolane, que ainda conta com o apoio de seus fãs, as condenações de Isabel e Bruna não geraram empatia, dada a brutalidade dos assassinatos que cometeram.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou o suposto papel de Deolane na organização criminosa, já que o processo corre sob segredo de justiça. Ela ainda não foi julgada.

Já Isabel e Bruna foram condenadas, com Jorge Negromonte da Silveira, há mais de uma década por participação em assassinatos e canibalismo, atos que envolviam o consumo e a venda de carne humana em salgados, na cidade de Garanhuns.

O caso dos “Canibais de Garanhuns” teve início com o desaparecimento de Giselly Helena da Silva.

Após o uso de seu cartão de crédito pelos criminosos, a polícia conseguiu rastreá-los e descobriu que os corpos de Giselly e de outras duas vítimas estavam enterrados no quintal da casa dos acusados.

O trio fazia parte de uma seita chamada Cartel, que acreditava na purificação do mundo através de assassinatos e redução da população.

Em 2014, Jorge Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva foram condenados a penas superiores a 20 anos de prisão. Os dois primeiros receberam penas de 71 anos, enquanto Isabel foi sentenciada a 68 anos de reclusão.

Embora estejam detidas na mesma penitenciária, essa proximidade entre Deolane e as duas “canibais” não interfere nos desdobramentos dos casos, sendo apenas uma coincidência dentro do sistema prisional de Pernambuco.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.