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AO ARREPIO DA LEI

Em Jaboatão, comunidade depreda casa de mulher que matou vizinha e usava suástica

Um dos motivos do crime teria sido um varal rompido por um amigo da vítima

Em Jaboatão, comunidade depreda casa de mulher que matou vizinha e usava suástica
- Indignados com o crime, vizinhos agrediram a mulher que matou Yngrid com golpes de faca
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

A casa de Bruna Sueli Ribeiro dos Reis, 24 anos, presa em flagrante por matar a jovem Yngrid Gabriela Vidal da Silva, 21 anos, foi totalmente depredada. Foram quebrados móveis, portas, janelas e até o telhado. Segundo testemunhas, a companheira de Bruna, que teria ajudado no homicídio, está foragida. O nome dela não foi revelado.

Em entrevista à TV Tribuna, vizinhos disseram que a depredação foi uma reação ao crime banal, cometido após algumas discussões entre as duas mulheres. Bruna desferiu facadas em Yngrid e passou por audiência de custódia nesta última quarta-feira (29).

No calor da emoção, a reação de destruir uma residência não deixa de ser perigosa e contrária à lei. Quando se está no limite, a pessoa que se acha injustiçada também corre o risco de virar criminosa. Nas imagens registradas por Onildo Xavier, da TV Tribuna PE, é possível ver até um televisor quebrado e jogado no chão.

A mulher que tirou a vida de Yngrid também tatuou uma suástica no braço direito, o símbolo que marcou a propaganda de ódio da ditadura nazista de Adolf Hitler.

Antes de cometer o crime, Bruna já havia quebrado a porta do tio da vítima. E os conflitos ficaram mais visíveis nos últimos dois meses, segundo relatos da Mãe, Flávia Vidal, por conta de um varal.

A mãe de Yngrid contou que o desentendimento piorou quando um amigo da filha retornou para casa, depois de beber, e encostou no varal de Bruna, como se estivesse se segurando, para fazer xixi. O varal rompeu.

O fato teria desagradado bastante a criminosa. Até o momento em que a matéria foi produzida, nesta quinta-feira (30), o corpo da vítima não havia sido liberado pelo IML para o sepultamento.

Bruna foi presa no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, após utilizar golpes de faca contra Yngrid.

A mulher foi indagada pela imprensa sobre a motivação do crime e sobre a tatuagem em seu braço, mas não respondeu. Ela foi presa em ação comandada pelo delegado Antônio Campos, tendo sido detida por policiais do 6º Batalhão da PM.

A indiciada, que virou ré, carregava no braço o símbolo do ódio. A suástica nazista foi apropriada como um ícone de “identidade ariana” e utilizada na propaganda do movimento liderado por Hitler no século 20. No Brasil, a sua utilização é configurada como crime.

A criminosa passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (29) no Polo de Audiências de Jaboatão dos Guararapes e sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva, segundo informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Ela foi conduzida à Colônia Penal Feminina do Bom Pastor.

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