A casa de Bruna Sueli Ribeiro dos Reis, 24 anos, presa em flagrante por matar a jovem Yngrid Gabriela Vidal da Silva, 21 anos, foi totalmente depredada. Foram quebrados móveis, portas, janelas e até o telhado. Segundo testemunhas, a companheira de Bruna, que teria ajudado no homicídio, está foragida. O nome dela não foi revelado.
Em entrevista à TV Tribuna, vizinhos disseram que a depredação foi uma reação ao crime banal, cometido após algumas discussões entre as duas mulheres. Bruna desferiu facadas em Yngrid e passou por audiência de custódia nesta última quarta-feira (29).
No calor da emoção, a reação de destruir uma residência não deixa de ser perigosa e contrária à lei. Quando se está no limite, a pessoa que se acha injustiçada também corre o risco de virar criminosa. Nas imagens registradas por Onildo Xavier, da TV Tribuna PE, é possível ver até um televisor quebrado e jogado no chão.
A mulher que tirou a vida de Yngrid também tatuou uma suástica no braço direito, o símbolo que marcou a propaganda de ódio da ditadura nazista de Adolf Hitler.
Antes de cometer o crime, Bruna já havia quebrado a porta do tio da vítima. E os conflitos ficaram mais visíveis nos últimos dois meses, segundo relatos da Mãe, Flávia Vidal, por conta de um varal.
A mãe de Yngrid contou que o desentendimento piorou quando um amigo da filha retornou para casa, depois de beber, e encostou no varal de Bruna, como se estivesse se segurando, para fazer xixi. O varal rompeu.
O fato teria desagradado bastante a criminosa. Até o momento em que a matéria foi produzida, nesta quinta-feira (30), o corpo da vítima não havia sido liberado pelo IML para o sepultamento.
Bruna foi presa no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, após utilizar golpes de faca contra Yngrid.
A mulher foi indagada pela imprensa sobre a motivação do crime e sobre a tatuagem em seu braço, mas não respondeu. Ela foi presa em ação comandada pelo delegado Antônio Campos, tendo sido detida por policiais do 6º Batalhão da PM.
A indiciada, que virou ré, carregava no braço o símbolo do ódio. A suástica nazista foi apropriada como um ícone de “identidade ariana” e utilizada na propaganda do movimento liderado por Hitler no século 20. No Brasil, a sua utilização é configurada como crime.
A criminosa passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (29) no Polo de Audiências de Jaboatão dos Guararapes e sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva, segundo informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Ela foi conduzida à Colônia Penal Feminina do Bom Pastor.