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Família foge após vídeo de abuso contra um menino e polícia descobre mais 6 vítimas

Vídeo feito por uma das vítimas que era abusada desde os 9 anos abriu a Caixa de Pandora; caso está sendo investigado pela Delegacia de Rio Doce

Família foge após vídeo de abuso contra um menino e polícia descobre mais 6 vítimas
- O inquérito é presidido pela Delegacia de Rio Doce, em Olinda
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A Polícia Civil de Pernambuco realiza buscas para localizar os integrantes de uma mesma família suspeitos de manter uma rede de pedofilia em Rio Doce, Olinda, no Grande Recife. O grupo fugiu do bairro nesta semana após um adolescente de 13 anos filmar um dos abusadores no momento do crime. Até o momento, seis vítimas foram identificadas, entre crianças, adolescentes e adultos que relataram violências ocorridas há quase 20 anos.

O caso veio à tona quando o menino de 13 anos entrou na residência de um vizinho e registrou, com o celular, o homem com os órgãos genitais expostos tentando atraí-lo. O adolescente relatou que sofria abusos desde os 9 anos e decidiu gravar as imagens para obter provas. Após a divulgação do vídeo, novos depoimentos surgiram contra o pai, dois irmãos e uma irmã do suspeito. (Veja matéria na TV Tribuna PE de Rubens Marinho, mais abaixo)

Rede familiar e táticas de medo

Segundo as investigações e relatos de testemunhas, a prática de abusos ocorria de forma sistemática dentro do núcleo familiar. Uma das vítimas, agora com 21 anos, afirmou que as agressões começaram quando ela tinha seis anos de idade. Ela descreveu que os suspeitos utilizavam ameaças para garantir o silêncio das crianças.

Outro relato aponta que os envolvidos buscavam proximidade com famílias em situação de vulnerabilidade. Os suspeitos costumavam levar os filhos de vizinhos para dentro da residência sob o pretexto de ajudar na criação das crianças, momento em que ocorriam as abordagens.

Vítima, quando ainda tinha 11 anos, engravidou abusadora

Entre os depoimentos colhidos, um homem de 30 anos revelou ter sido vítima da irmã dos suspeitos quando tinha 11 anos de idade. Na época, ele não entendia que estava sendo abusado.

A confirmação da paternidade ocorreu recentemente por meio de um exame de DNA. O homem declarou que, na infância, não compreendia que a situação se tratava de uma violência sexual e só expôs o caso após a repercussão do vídeo gravado pelo adolescente de 13 anos.

Fuga e investigação

Após a mobilização dos moradores e a entrega das provas à polícia, a residência da família foi abandonada. Todos fugiram e o inquérito é presidido pela Delegacia de Rio Doce, em Olinda.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) define como estupro de vulnerável qualquer ato libidinoso contra menores de 14 anos, independentemente de consentimento ou de quem pratica o ato.

Veja matéria abaixo de Rubens Marinho com imagens de Marcondes Aguiar. Está no JT1, comandado por Artur Tigre. 



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