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OPERAÇÃO ALVITRE

Gestor de faculdade é preso por suspeita de corrupção em Ipojuca

Prisão de Gilberto Claudino da Silva Júnior, fundador do Inesp, é a quarta da Operação Alvitre; caso pode ter ligação com o assassinato de professora

Gestor de faculdade é preso por suspeita de corrupção em Ipojuca
- Empresário Gilberto Claudino da Silva Júnior
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Com informações de Simone Santos


A Operação Alvitre se aprofunda a cada dia. A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, desta vez, o empresário Gilberto Claudino da Silva Júnior, de 36 anos, fundador da faculdade Novo Horizonte (Inesp), em Ipojuca, no Litoral Sul. Ele é suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção que teria desviado verbas públicas por meio de emendas parlamentares. Segundo o inquérito, seria o “coordenador” do desvio de recursos. 

Com essa prisão, já são quatro pessoas detidas no âmbito da Operação Alvitre, deflagrada no dia 2 de outubro para investigar os desvios. Três mulheres estão presas.

Empresário se entregou à polícia

De acordo com a corporação, o mandado de prisão preventiva contra Gilberto Claudino foi expedido no momento da deflagração da operação. O empresário estava foragido, mas se apresentou espontaneamente na Central de Plantões da Capital, no Recife, onde foi preso e encaminhado ao sistema prisional.

A Polícia Civil confirmou a detenção por meio de nota oficial, informando que o investigado está à disposição da Justiça.

Esquema de desvios e contratos sem execução

A investigação apura o repasse irregular de mais de R$ 7 milhões do Instituto de Gestão em Políticas Públicas para o Nordeste (IGPN) ao Inesp. O IGPN teria contratado a faculdade para prestar serviços que, segundo o inquérito, nunca foram comprovados.

O criador do instituto, Gerailton Almeida da Silva, também está foragido. A Polícia Civil continua as buscas para localizar outros envolvidos no esquema.

Ligação com a morte de professora

Paralelamente à Operação Alvitre, a polícia também investiga a morte da professora Simone Marques, que trabalhava na faculdade Novo Horizonte e seria ouvida como testemunha no caso de corrupção.

A docente foi assassinada a tiros na porta de casa, no fim de outubro, após sair da Delegacia de Porto de Galinhas, onde seu depoimento havia sido adiado para o dia seguinte.

A principal linha de investigação é a de queima de arquivo, já que Simone seria uma das pessoas com conhecimento direto das movimentações financeiras entre o Inesp e o IGPN.

Investigação em andamento

A Polícia Civil segue investigando se há relação direta entre o crime de homicídio e o esquema de corrupção. A corporação informou que novas diligências estão em andamento e que outros mandados de prisão poderão ser cumpridos nos próximos dias.

Até o fechamento da matéria no JT1, a defesa do gestor da faculdade não havia se pronunciado.

Entre os investigados que já estão presos estão:

Eva Lúcia Monteiro e Edjane Silva Monteiro, advogadas e irmãs apontadas pela polícia como integrantes ligadas ao IGPN;

Maria Netania Vieira Dias, suspeita de ter participado da elaboração de propostas e na obtenção de orçamentos para empresas envolvidas no esquema, segundo o inquérito;

Gilberto Claudino da Silva Júnior, gestor da Faculdade Novo Horizonte, identificado pela investigação como o “coordenador” do esquema de desvio de recursos.

Clique na matéria do JT1 abaixo



Quer entrar em contato com a repórter Aline Moura: mande e-mail para jornalistaalinemoura@gmail.com ou se comunique por meio do tribunaonlinepe@gmail.com

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