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Inteligência Artificial a serviço do mal: 18 alunas alvo de montagens pornográficas

Saiba como os crimes cibernéticos podem afetar as adolescentes

Inteligência Artificial a serviço do mal: 18 alunas alvo de montagens pornográficas
- Estudantes envolvidos podem responder a crimes como violação de privacidade, difamação e calúnia, crimes contra a honra, assédio digital, entre outros.
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Nesta quinta-feira (9), a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) divulgou, por meio de uma breve nota, que o número de estudantes afetadas por montagens pornográficas e de nudez, utilizando Inteligência Artificial, é de 18, ao invés dos 40 inicialmente estimados.

As investigações preliminares indicam a autoria dos crimes, associando-os a um grupo de alunos da mesma instituição de ensino tradiconal e de formação cristã, localizada em bairro nobre do Recife, nas Graças.

A Delegacia de Polícia de Atos Infracionais (Depai), vinculada ao Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), está conduzindo o caso de maneira sigilosa, visando preservar a integridade das vítimas e o andamento das investigações.

Mesmo sendo adolescentes, advogados informam, em reserva, que os estudantes envolvidos podem responder a crimes como violação de privacidade, difamação e calúnia, crimes contra a honra, assédio digital e crimes cibernéticos, além de distribuição de material pornográfico. Eles estavam enviando as imagens via grupo de WhatsApp.

Embora a polícia mantenha sigilo sobre os detalhes da apuração, informações não oficiais sugerem que o grupo responsável pelas manipulações de imagens já foi identificado.

Os dispositivos móveis dos suspeitos foram apreendidos e encaminhados para análise pericial no Instituto de Criminalística (IC). As vítimas têm idades entre 13 e 15 anos. As adolescentes relataram a adulteração de fotos, associadas a conteúdos pornográficos e de nudez.

O caso veio à tona na segunda-feira (6), quando foi instaurado um inquérito policial para apurar os fatos, destacando a seriedade da situação e a necessidade de resposta eficaz por parte das autoridades competentes. A PCPE continua a trabalhar diligentemente para esclarecer os detalhes do ocorrido e responsabilizar os envolvidos pelos atos criminosos.

O que fez o Colégio?

O colégio ainda divulgou quais sanções rígidas serão adotadas contra os alunos que cometeram tais tipo de crime. A instituição enviou comunicado à imprensa e aos pais para garantir. Saiba o que foi divulgado à imprensa.

Veja a nota da instituição na íntegra

O Colégio Marista São Luís, em Recife (PE), orientou e prestou atendimento às famílias das vítimas, alunas que tiveram a imagem manipulada por aplicativo de inteligência artificial, tão logo soube do fato nesta segunda [passada] (6). A equipe do colégio acompanhou os familiares para registrar queixa na Delegacia de Apuração de Atos Infracionais – DEPAI e também fez denúncia no Conselho Tutelar.

O Colégio lamenta o fato e se solidariza com as vítimas, prestando o apoio necessário. A Instituição reitera o compromisso em apurar o ocorrido internamente e aplicar rigorosamente as sanções disciplinares previstas no regimento escolar. Paralelamente, irá auxiliar nas investigações policiais.

O Marista ressalta que investe ao longo do ano letivo em campanhas de esclarecimento sobre o uso de redes sociais e ferramentas de inteligência artificial, além de prevenção ao Bullying e CiberBullying, incluindo a presença de especialistas no assunto para abordar o tema com a comunidade educativa.

Saiba os males que uma adolescente pode sofrer quando é vítima de um crime destes?

Um adolescente que é vítima de crimes contra a honra, como difamação, injúria ou calúnia, por exemplo, pode enfrentar uma série de consequências negativas, tanto emocionais quanto sociais. Alguns dos males que podem afetar um adolescente nessas situações incluem:

Dano à reputação: crimes contra a honra podem resultar em danos significativos à reputação do adolescente, afetando sua imagem perante colegas, familiares e a comunidade em geral.

Problemas psicológicos: o impacto emocional pode ser intenso, levando a problemas como ansiedade, depressão, baixa autoestima e, em casos extremos, até mesmo pensamentos suicidas.

Isolamento social: o estigma associado aos crimes contra a honra pode levar ao isolamento social, com o adolescente se afastando de amigos e atividades sociais devido ao constrangimento.

Desempenho acadêmico afetado: o estresse emocional resultante dessas situações pode prejudicar o desempenho acadêmico, dificultando a concentração e o foco nos estudos.

Relações familiares tensionadas: a família do adolescente também pode ser afetada, com relações familiares podendo se tornar tensas devido ao impacto do crime contra a honra.

Possíveis consequências legais: dependendo da gravidade e das circunstâncias do crime, pode haver consequências legais para ambas as partes envolvidas, incluindo processos judiciais.

Perda de oportunidades futuras: dependendo da natureza do crime, a vítima pode enfrentar dificuldades em futuras oportunidades educacionais ou profissionais devido ao histórico prejudicado.

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