Nesta quinta-feira (9), a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) divulgou, por meio de uma breve nota, que o número de estudantes afetadas por montagens pornográficas e de nudez, utilizando Inteligência Artificial, é de 18, ao invés dos 40 inicialmente estimados.
As investigações preliminares indicam a autoria dos crimes, associando-os a um grupo de alunos da mesma instituição de ensino tradiconal e de formação cristã, localizada em bairro nobre do Recife, nas Graças.
A Delegacia de Polícia de Atos Infracionais (Depai), vinculada ao Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), está conduzindo o caso de maneira sigilosa, visando preservar a integridade das vítimas e o andamento das investigações.
Mesmo sendo adolescentes, advogados informam, em reserva, que os estudantes envolvidos podem responder a crimes como violação de privacidade, difamação e calúnia, crimes contra a honra, assédio digital e crimes cibernéticos, além de distribuição de material pornográfico. Eles estavam enviando as imagens via grupo de WhatsApp.
Embora a polícia mantenha sigilo sobre os detalhes da apuração, informações não oficiais sugerem que o grupo responsável pelas manipulações de imagens já foi identificado.
Os dispositivos móveis dos suspeitos foram apreendidos e encaminhados para análise pericial no Instituto de Criminalística (IC). As vítimas têm idades entre 13 e 15 anos. As adolescentes relataram a adulteração de fotos, associadas a conteúdos pornográficos e de nudez.
O caso veio à tona na segunda-feira (6), quando foi instaurado um inquérito policial para apurar os fatos, destacando a seriedade da situação e a necessidade de resposta eficaz por parte das autoridades competentes. A PCPE continua a trabalhar diligentemente para esclarecer os detalhes do ocorrido e responsabilizar os envolvidos pelos atos criminosos.
O que fez o Colégio?
O colégio ainda divulgou quais sanções rígidas serão adotadas contra os alunos que cometeram tais tipo de crime. A instituição enviou comunicado à imprensa e aos pais para garantir. Saiba o que foi divulgado à imprensa.
Veja a nota da instituição na íntegra
O Colégio Marista São Luís, em Recife (PE), orientou e prestou atendimento às famílias das vítimas, alunas que tiveram a imagem manipulada por aplicativo de inteligência artificial, tão logo soube do fato nesta segunda [passada] (6). A equipe do colégio acompanhou os familiares para registrar queixa na Delegacia de Apuração de Atos Infracionais – DEPAI e também fez denúncia no Conselho Tutelar.
O Colégio lamenta o fato e se solidariza com as vítimas, prestando o apoio necessário. A Instituição reitera o compromisso em apurar o ocorrido internamente e aplicar rigorosamente as sanções disciplinares previstas no regimento escolar. Paralelamente, irá auxiliar nas investigações policiais.
O Marista ressalta que investe ao longo do ano letivo em campanhas de esclarecimento sobre o uso de redes sociais e ferramentas de inteligência artificial, além de prevenção ao Bullying e CiberBullying, incluindo a presença de especialistas no assunto para abordar o tema com a comunidade educativa.
Saiba os males que uma adolescente pode sofrer quando é vítima de um crime destes?
Um adolescente que é vítima de crimes contra a honra, como difamação, injúria ou calúnia, por exemplo, pode enfrentar uma série de consequências negativas, tanto emocionais quanto sociais. Alguns dos males que podem afetar um adolescente nessas situações incluem:
Dano à reputação: crimes contra a honra podem resultar em danos significativos à reputação do adolescente, afetando sua imagem perante colegas, familiares e a comunidade em geral.
Problemas psicológicos: o impacto emocional pode ser intenso, levando a problemas como ansiedade, depressão, baixa autoestima e, em casos extremos, até mesmo pensamentos suicidas.
Isolamento social: o estigma associado aos crimes contra a honra pode levar ao isolamento social, com o adolescente se afastando de amigos e atividades sociais devido ao constrangimento.
Desempenho acadêmico afetado: o estresse emocional resultante dessas situações pode prejudicar o desempenho acadêmico, dificultando a concentração e o foco nos estudos.
Relações familiares tensionadas: a família do adolescente também pode ser afetada, com relações familiares podendo se tornar tensas devido ao impacto do crime contra a honra.
Possíveis consequências legais: dependendo da gravidade e das circunstâncias do crime, pode haver consequências legais para ambas as partes envolvidas, incluindo processos judiciais.
Perda de oportunidades futuras: dependendo da natureza do crime, a vítima pode enfrentar dificuldades em futuras oportunidades educacionais ou profissionais devido ao histórico prejudicado.