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O caso dos 8 de Camaragibe

Irmão torturado de grávida e seu primo adolescente passam por exames no IML

Perícias nos corpos são realizadas oito dias depois do episódio que resultou na morte de oito pessoas

Além do garoto, o irmão da grávida, Carlos Filho, também passou por exames para saber a extensão da tortura que sofreu
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

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O adolescente de 14 anos que foi atingido em tiroteio em Camaragibe – o mesmo que resultou em oito mortes – foi fazer exame de corpo de delito nesta sexta-feira (22) no Instituto de Medicina Legal (IML). Ele é primo da grávida que também foi atingida por disparos e está em coma induzido no Imip. Além do garoto, o irmão da grávida, Carlos Filho, também passou por exames para saber a extensão da tortura que sofreu, supostamente de policiais.

Os exames traumatológicos, que normalmente são feitos quase de imediato após os crimes, estão sendo realizadas oito dias após os eventos. As informações foram passadas por pessoas próximas à família.

Na quinta-feira da semana passada (14), o caminhoneiro Alex da Silva Barbosa, 33 anos, estava atirando numa mata à noite, segundo testemunhas, e fugiu com a possibilidade de ser abordado por policiais. Alex portava uma arma de 9 milímetros de laser, o que é proibido por lei.

O caminhoneiro fugiu, invadiu a casa de uma vizinha que estava grávida e a usou como escudo humano. Ainda assim, a polícia efetuou disparos – o motivo ainda não foi revelado. Dois PMs morreram no local.

Os disparos feitos (ainda não se sabe a autoria) atingiram a gestante e seu primo, enquanto Alex fugiu. O pai da gestante tentou socorrê-la e foi alvejado por balas da polícia, segundo ele mesmo relatou, e o irmão, que também queria levá-la para o hospital, foi sequestrado e levado para São Lourenço da Mata, tendo passado por tortura e exposição em redes sociais.

Nenhuma das pessoas que sobreviveram lembra do rosto dos algozes. Todas as investigações estão sendo conduzidas pelo Grupo de Operações Especiais da Polícia.

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