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Quarta-feira

Julgamento dos recursos no Caso de Miguel: anulação ou aumento da pena em questão

Criança de 5 anos morreu quando estava aos cuidados da ex-primeira-dama de Tamandaré

Julgamento dos recursos no Caso de Miguel: anulação ou aumento da pena em questão
- Ex-patroa havia pedido para mãe do menino descer e passear com o cachorro e ficou responsável pela criança
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) julga, nesta quarta-feira (8), os recursos de apelação referentes ao caso que resultou na condenação de Sarí Gaspar Corte Real pela morte de Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos.

O julgamento ocorrerá a partir das 9h, na sala de sessões criminais, no 2º andar do Palácio da Justiça, no bairro de Santo Antônio, no Centro de Recife. O desembargador Cláudio Jean Nogueira Virgínio é o relator do caso.

Sari era primeira-dama do município de Tamandaré e o então prefeito Sérgio Hacker Corte Real usava recursos públicos para pagar remuneração de empregadas domésticas.

Mirtes Renata, mãe de Miguel, trabalhava para a família Hacker, em edifício luxuso no Centro do Recife, quando o filho morreu. Sarí havia pedido para Mirtes descer com o cachorro e ficou com a criança.

A defesa da ré – condenada a oito anos e seis meses de prisão por abandono de incapaz com resultado morte – busca a anulação da sentença, alegando a inexistência do crime.

Por outro lado, os advogados que representam a família da criança buscam o aumento da pena. O Ministério Público se posicionou contrariamente a ambos os recursos.

Miguel faleceu em junho de 2020, após cair do nono andar de um edifício de luxo no Recife, onde Sarí, ex-patroa de sua mãe, o deixou sozinho no elevador.

Apesar da condenação no ano passado, Sarí Corte Real permanece em liberdade. Mesmo que a sentença seja mantida ou aumentada, a probabilidade de sua prisão imediata é baixa, uma vez que existe a possibilidade de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

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