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Golpe fatal

Libertado após usar mata-leão: mistério sobre motivos de assassinato em Boa Viagem

Motivação do crime já teve três versões e suspeito seria lutador de artes marciais

Adimilson Manoel de Sousa tinha 47 anos e morreu asfixiado após levar uma chave de pescoço
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Um jovem de 26 anos que usou um mata-leão para tirar a vida do empresário Adimilson Manoel de Sousa, 47 anos, no bairro de Boa Viagem, nas imediações do Edifício Acaiaca, Zona Sul do Recife, vai responder ao crime em liberdade.

O homicídio teve pelo menos três versões divulgadas, até agora, mas ainda não se sabe a real motivação. O investigado, chamado Renato, seria lutador de artes marciais. Ele foi preso em flagrante. O nome completo não será divulgado até o desfecho das investigações.

Pessoas que estavam próximas fizeram vídeos. Nas imagens, no entanto, não é possível ver se houve tentativa de apartar a briga.

Adimilson tinha uma empresa no ramo de segurança eletrônica e era síndico de um prédio no Pina. Os pertences dele sumiram, inclusive uma pistola, que estaria na caminhonete, também revirada após o crime. O veículo estava estacionado na Avenida Boa Viagem. O empresário, por sua vez, tinha porte legal de arma e documentos.

À TV Tribuna PE/Band (canal 4), testemunhas disseram que Adimilson e Renato teriam brigado na orla por motivo banal. O suspeito, contudo, revelou à polícia que matou a vítima por causa de “um copo de cerveja”. O homicídio ocorreu na areia da praia, na madrugada do dia 27, por volta das 00h30.

Outras versões do crime foram ditas inicialmente. Uma delas envolvia o fato de ele ter olhado para uma mulher que estava ou passava no calçadão. Falaram, ainda, que o confronto começou por causa de uma discussão de trânsito.

Outra pessoa contou que, após a morte da vítima, uma mulher foi à caminhonete branca do empresário, pegou alguns objetos e desapareceu. Não se sabe quem é esta mulher.

A decisão de liberdade provisória foi anunciada após o jovem passar por audiência de custódia durante plantão judiciário realizado no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no Recife.

A esposa, a mãe e os irmãos da vítima foram ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa para pedir esclarecimentos à polícia. Em entrevista coletiva à imprensa, a mulher, Rafaela Lins, estava muito abalada. Chorando muito.

“Ele era um homem digno, ele era um bom pai, um bom filho, um bom esposo. Ia fazer quatro anos que a gente se conheceu. Eu sou mãe atípica. Eu sou mãe de autista e ele abraçou a causa junto comigo. Ele era um paizão para o meu filho. Ele era um paizão, minha gente. E o homem que fez isso foi solto. Eu quero justiça”, disse Rafaela, em prantos.

O caso de repercussão foi exibido na 1ª edição do Jornal da Tribuna, iniciado às 13h, e será divulgado no Brasil Urgente, às 16h desta segunda-feira. Segundo informações do caso, além do mata-leão, a vítima estava com um ferimento na cabeça. Adimilson teria morrido por asfixia após levar a chave de pescoço.

Na audiência de custódia, a Justiça concedida ao autuado a liberdade provisória mediante o cumprimento das seguintes medidas cautelares:

1- Comparecimento mensal perante à Justiça para informar sobre suas atividades

2 – Não se mudar de endereço sem comunicação prévia

3 – Não se ausentar dos municípios de Recife e Camaragibe sem comunicação prévia à Justiça

4 – Não portar armas

5 – Manter endereço e telefone para contato sempre atualizados

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