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Operação Alvitre II

Ministério Público e polícias cumprem mandados contra corrupção em Ipojuca

Segunda etapa da operação acontece horas depois da detenção do presidente e vice da Câmara dos Vereadores do município

Ministério Público e polícias cumprem mandados contra corrupção em Ipojuca
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Última atualização


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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Civil de Pernambuco deflagraram na manhã desta quarta-feira (19) a segunda etapa da Operação Alvitre.

O objetivo principal é desarticular uma organização criminosa que estaria desviando recursos públicos do município de Ipojuca, que fica no Litoral Sul de Pernambuco.

Com o apoio operacional da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e unidades de inteligência, estão sendo cumpridos 3 mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão domiciliar. Além disso, o Juízo de Garantias expediu ordens de bloqueio de ativos financeiros, sequestro de bens e suspensão do exercício de função pública.


GRUPO REALIZAVA FRAUDES EM VERBAS PÚBLICAS

As investigações, iniciadas em outubro de 2024 com a primeira fase da operação, revelaram que o grupo agia por meio de fraudes na destinação de emendas parlamentares impositivas.


As evidências colhidas na atuação conjunta do Gaeco/MPPE e da Delegacia de Polícia de Porto de Galinhas (43ª Circunscrição) indicam a prática, em tese, dos crimes de corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade documental. Os detidos serão ouvidos e o material apreendido será serão analisados.

SEGUNDA FASE DA OPERAÇÃO CONTA COM 140 PROFISSIONAIS


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A Operação Alvitre II mobilizou 70 policiais civis, 12 Promotores de Justiça, 29 servidores do Ministério Público e 35 policiais militares, totalizando 140 profissionais. As diligências contam com o apoio operacional do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE/PCPE), do Grupamento Tático Aéreo (GTA/SDS-PE) e da PMPE, com o acompanhamento da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Ipojuca e o assessoramento das diretorias de inteligência de ambas as instituições.

PRESIDENTE E VICE DA CÂMARA SÃO DETIDOS NO RECIFE

Um dia antes da segunda etapa da Operação Alvitre, que ocorre nesta quarta-feira (19), o presidente da Câmara dos Vereadores de Ipojuca, Flávio do Cartório (PSD), e o primeiro secretário da Casa, Professor Eduardo (PSD), foram detidos por policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Pernambuco.


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A abordagem ocorreu no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, quando os dois parlamentares deixavam um supermercado, situado na Rua Padre Carapuceiro. Os vereadores foram conduzidos até a Central de Plantões da Capital, em Campo Grande, na Zona Norte do Recife, para prestar depoimentos.

POSICIONAMENTO DO PARTIDO

O Partido Social Democrático (PSD), divulgou para a imprensa uma nota oficial sobre as prisões:

“O PSD de Pernambuco informa que vai acompanhar as investigações referentes à prisão do presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, Flávio do Cartório, e do seu vice [primeiro secretário], Professor Eduardo, ambos filiados ao partido. Assim que o processo legal for concluído, adotaremos as medidas cabíveis.”

PROFESSORA QUE IRIA DEPOR ACABOU SENDO MORTA


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No dia 28 de outubro deste ano, a professora Simone Marques, foi assassinada a tiros no quintal da residência onde morava, no Centro do Ipojuca. Ela iria depor na polícia sobre os desvios de verbas públicas. A professora trabalhou na faculdade Novo Horizonte, que seria uma das empresas envolvidas no esquema de desvio de verbas. A morte da professora pode estar ligada ao que a polícia chama de “queima de arquivo”.

EMPRESÁRIO PRESO 

Um dos alvos principais da operação, o empresário Gilberto Claudino da Silva Júnior, acusado de coordenar o esquema milionário de desvios, se entregou à polícia em 6 de novembro último, após estar foragido por um mês.


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A investigação aponta que o esquema utilizava instituições, como o Instituto Nacional de Ensino, Sociedade e Pesquisa (Inesp), para receber repasses milionários, via Instituto de Gestão de Políticas do Nordeste (IGPN). O dinheiro era destinado a cursos de capacitação com orçamentos inflacionados e planos de trabalho inconsistentes.

Mais informações você acompanha nos telejornais da Tv Tribuna / Band

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