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Polícia

Mulher é assassinada após sair da igreja e denunciar o próprio pai em vídeos

Antes de morrer a tiros, Deyse Gomes acusou o pai de agiotagem, pedofilia e envolvimento com drogas

Mulher é assassinada após sair da igreja e denunciar o próprio pai em vídeos
- Deyse foi morta poucos minutos depois de sair de um culto em uma igreja evangélica
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A autônoma Deyse Gomes da Silva, de 30 anos, foi assassinada a tiros na noite desta última quinta-feira (18), no bairro do Curado IV, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife.

A vítima havia publicado uma série de vídeos nas redes sociais pouco antes do crime, nos quais fazia denúncias contra o próprio pai, a quem chegou a responsabilizar caso algo acontecesse com ela.

“Se acontecer alguma coisa comigo, pode ter certeza que foi meu pai”, disse em uma das gravações, citando textualmente o nome do genitor, que será preservado enquanto as investigações avançam.

DENÚNCIAS CONTRA O PAI

Deyse fez um vídeo antes de ir para a igreja evangélica a qual pertencia. “Vou ali adorar que o inimigo tá demais”. E chegou a filmar uma fala do pastor onde ele orientava ser necessário abençoar quem nos amaldiçoa, porque o inverso era fácil. Não adiantou muito na complexa vida familiar de Deyse.

Após sair da igreja, ela relatou que o pai emprestava dinheiro a juros abusivos. Contou que pediu R$ 50, mas que ele cobrou R$ 70, valor que ela se recusou a pagar integralmente. Deyse fazia bicos com serviços de beleza.

“Eu só ia pagar os R$ 50, porque os R$ 20 não pertenciam a ele. Isso é juros”, afirmou. 

Em outro momento, a vítima fez acusações mais graves:

“Tenho todas as conversas sobre menininha de 15, 13, 14 anos… Ele me deixa quieta para eu não ‘arrotinar’ ele. Ainda tem as drogas, né?”.

PRESSÁGIO DE MORTE

Deyse também disse acreditar que poderia ser assassinada. Nas imagens, deixou claro que não tinha receio de expor as supostas condutas ilícitas do pai. “Se acontecer alguma coisa comigo, minha gente, foi meu pai. Só isso que eu tenho a avisar”, reforçou.

Os vídeos circularam nas redes sociais logo após o crime e já estão em poder da Polícia Civil.

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil de Pernambuco informou, em nota, que “diligências estão em andamento até o completo esclarecimento do caso”. A autoria e a motivação oficial ainda não foram confirmadas.

Deyse foi morta poucos minutos depois de sair de um culto em uma igreja evangélica, onde também filmou trechos do sermão. O pastor dizia: “É fácil abençoar quem nos abençoa. Difícil é abençoar quem nos odeia”.

O caso segue sob investigação.

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