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ALDEIA

Nova denúncia de assédio, cárcere e tortura na Reluzir, em Camaragibe

Mulher diz ter sofrido assédio do profissional de segurança e tortura psicológica de funcionários

Nova denúncia de assédio, cárcere e tortura na Reluzir, em Camaragibe
- Em entrevista à TV Tribuna, a vítima conta que chegou a pedir para sair e não deixaram
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O Hospital Reluzir, localizado em Aldeia, no município de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, está sendo alvo de mais uma denúncia. A vítima, desta vez, teria sido uma empresária de 44 anos, de nome mantido no anonimato. O caso também foi levado à Delegacia de Camaragibe e está sendo investigado. (Abaixo, a versão da unidade hospitalar)

A mulher conversou com a repórter Rafaella Pimenta, da TV Tribuna PE/Band, nesta quinta-feira (20). A vítima também preferiu omitir o mês em que se internou, mas disse ter passado mais de 30 dias nesta unidade hospitalar para tratamento de ansiedade e síndrome do pânico.

Na ocasião, teria sofrido assédio de um outro vigilante, de nome não identificado, cárcere privado, maus tratos e tortura psicológica de funcionários.

O vigilante a quem ela se refere é outro homem, não é o mesmo que está foragido da polícia por ter estuprado, neste mesmo espaço que deveria ser de recuperação, uma estudante de direito que estava sedada. É o segundo profissional de segurança da clínica envolvido em crimes de cunho sexual.

Segundo a empresária, desde a primeira semana, o vigilante começou a assediá-la, pedindo que saísse de seu cômodo de madrugada, às 3h, durante o descanso da monitora.

O vigilante chegou a propôr acordos a dois pacientes masculinos no seguinte contexto: se ele conseguisse ficar com a empresária, daria acesso ao quarto de duas pacientes femininas para os dois.

“Chegou ao ponto de ele ir ao meu quarto, de madrugada, puxaram as câmeras e viram ele entrando e me abordando. Ele abriu a porta e me chamou, mas eu respondi de forma grossa. Nos plantões dele, eu não conseguia dormir, tinha medo, porque ele estava ao ponto de cometer um estupro”, declarou.

De acordo com a empresária, funcionários (chamados de conselheiros) também cometeram abuso psicológico ao chamá-la, de forma constante, de suicida.

“Eles me chamavam de suicida o tempo todo e, ai, isso induz mais quem tem problemas”. Um dos funcionários chegou a dizer: “Quando você sair daqui, seus filhos vão ficar órfãos de mãe”.

A empresária contou ter se internado de forma voluntária, mas não a deixaram sair, quando ela pediu para ir embora.

Segundo ela, só foi possível deixar a clínica quando parentes foram visitá-la. Ela frisou ter saído do espaço ainda mais traumatizada.

“Eles me colocaram em cárcere privado. Me trancaram na enfermaria (de um dia para o outro) e disseram que tinham ligado para minha família, que não havia permitido sua saída”, disse, em um trecho da entrevista. “Eles me tracaram e ficaram fazendo tortura psicológica comigo até minha família chegar”.

De acordo com a advogada Fabiana Andrade, a clínica será processada na área criminal e civil para fazer reparação deste dano.

Ela sofreu crime de cárcere privado, por ter ficado presa, sem deixá-la sair, crime de incitação ao suicídio, maus tratos e crime de assédio. A direção da clínica vai ser responsabiizada sim”.

O Tribuna Online aguarda a resposta da Clínica, que informou, por meio da assessoria de imprensa, que vai se pronunciar ainda nesta quinta-feira.

Por meio de nota, hospital reage e diz que ex-paciente faz denúncias infundadas

A Clínica Reluzir afirma que as denúncias feitas pela paciente de 44 anos, diagnosticada com Transtorno de Personalidade Borderline, são infundadas. Segundo a clínica, a paciente, que estava em sua segunda internação voluntária, participava ativamente das atividades, como celebrações e eventos externos. O hospital recebeu a denúncia com surpresa e está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.

Leia a nota completa no Tribuna Online, site da TV Tribuna PE

O Hospital Reluzir declara que as denúncias feitas pela paciente de 44 anos, diagnosticada com Transtorno de Personalidade Borderline, alegando maus-tratos, são infundadas. A denúncia foi recebida com surpresa pelo hospital, uma vez que a paciente já estava em sua segunda internação, sem que nenhum dos tratamentos tenha sido concluído devido ao caráter espontâneo de sua admissão, ou seja, ela se internou voluntariamente. Além disso, a paciente participava ativamente das atividades realizadas pela clínica fora do ambiente hospitalar, como a celebração do Dia das Mães e uma corrida realizada em Porto de Galinhas recentemente. Reiteramos que o hospital está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais

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