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Polícia Civil desencadeia Operação “Águia” contra homicidas em Paulista

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão

Polícia Civil desencadeia Operação “Águia” contra homicidas em Paulista
- A ação, realizada com o apoio de aproximadamente 40 agentes das Polícias Civil e Militar, teve como foco a captura de indivíduos apontados como responsáveis por homicídios no município de Paulista
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A Polícia Civil de Pernambuco, por meio da 7ª Delegacia de Homicídios de Paulista, deflagrou a Operação “Águia” para cumprir mandados de prisão preventiva contra suspeitos de homicídio com atuação direta no tráfico de drogas e em organizações criminosas.

A ação, realizada com o apoio de aproximadamente 40 agentes das Polícias Civil e Militar, teve como foco a captura de indivíduos apontados como responsáveis por homicídios no município de Paulista.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Paulista. Os alvos da operação são suspeitos que já haviam sido indiciados por homicídio e respondem judicialmente pelos crimes.

A ação contou com o suporte de equipes da Divisão de Homicídios da Mata Norte (DHMN), da 8ª Delegacia Seccional e do 17º Batalhão da Polícia Militar (BPM), marcando mais uma etapa no esforço da Polícia Civil de Pernambuco para combater o crime e fortalecer a segurança pública no município de Paulista e regiões próximas.

Delegada detalha Operação Águia e o enfrentamento à guerra entre facções em Paulista

A operação policial deflagrada em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, visa combater a violência e o tráfico de drogas nas áreas mais afetadas pela disputa de facções.

De acordo com a delegada Talita Rates, responsável pela Operação Águia, a ação foi desencadeada em resposta à série de homicídios na cidade, que, segundo ela, são resultados de uma guerra entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas em bairros como Paratybe, Arthur Lundgren I e II, e Janga.

“A disputa pelo comando do tráfico tem feito vítimas e, por isso, solicitamos ao Poder Judiciário a expedição de mandados de prisão preventiva para os envolvidos. Conseguimos nove mandados e, até o momento, cumprimos cinco”, afirmou a delegada. Rates acrescentou que as investigações continuam e que os esforços estão concentrados na captura dos quatro suspeitos ainda foragidos. “As diligências permanecem diariamente, e sabemos que o grupo pode ser ainda maior, com outras pessoas já sob investigação por homicídios e outros crimes na região.”

Suspeitos em fuga e andarilhos

Ao ser questionada sobre o perfil dos suspeitos, a delegada mencionou que alguns deles são considerados “andarilhos” pela dificuldade em localizá-los, já que evitam permanecer em locais fixos para escapar da polícia. “Chamamos de andarilhos por serem pessoas que cometem crimes e estão constantemente em deslocamento, dificultando o trabalho de captura”, explicou, ressaltando que esses suspeitos continuam sob investigação e que, por questões de sigilo, os nomes não podem ser divulgados no momento.

Redução de Homicídios como Meta Principal

Um dos principais objetivos da operação, segundo a delegada, é reduzir os índices de homicídios, que têm crescido na cidade. “Já conseguimos ver uma queda nos números este mês, especialmente nas áreas de Paratybe e Arthur Lundgren, onde a violência vinha sendo mais intensa”, relatou Rates. A delegada enfatizou que o tráfico de drogas é a principal causa dos assassinatos, com motivações que incluem a disputa territorial e dívidas acumuladas.

Além dos mandados de prisão, a operação também incluiu buscas por armas. Em uma das diligências, um mandado de busca e apreensão foi emitido com o objetivo de localizar uma arma de fogo, mas até o momento, o item não foi encontrado.

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