Anúncio
LAUDOS FALSOS

Polícia de Pernambuco desarticula quadrilha que fraudava indenizações do DPVAT

Policial, médicos, fisioterapeutas e um vereador são suspeitos de participarem do esquema

Equipe de delegados da Delegacia de Repressão ao Estelionato que atuaram na investigação do golpe do DPVAT
Foto de perfil de Edilson Vieira

Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


A Polícia Civil de Pernambuco divulgou nesta sexta-feira (15) que prendeu integrantes de uma quadrilha especializada em fraudar laudos médicos e relatórios fisioterapêuticos para obter indenizações do seguro DPVAT, aquele que é pago a  vítimas de acidentes de trânsito. Entre os presos estão um policial civil, médicos, fisioterapeutas, um vereador com mandato e intermediários. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Foram cumpridos 19 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em 13 cidades nos estados de Pernambuco, Paraíba e São Paulo. Os suspeitos estão sendo investigados pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato, uso de documentos falsos e corrupção passiva e ativa. A justiça determinou ainda a suspensão da atividade de duas empresas, sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros. Todos os mandados foram expedidos pela justiça de Glória do Goitá, na Zona da Mata do estado.

As investigações começaram em 2021, a partir de denuncias sobre o registro exagerado de boletins de acidentes de trânsito em uma mesma delegacia e pelo mesmo agente. Segundo a polícia, a movimentação financeira do grupo com os golpes é de mais de R$ 2 milhões, mas pode ser muito maior, já que há registro de movimentação suspeita desde 2016.

COMO O GRUPO AGIA

Segundo a polícia, o grupo agia principalmente em cidades do interior, identificando vítimas de acidentes de trânsito, geralmente pessoas de baixa renda e pouca instrução. Havia também vítimas de acidentes de trânsito fictícias. Em ambos os casos, era produzido boletins de ocorrência, laudos médicos e outros documentos falsos, ou verdadeiros, mas adulterados, para embasar pedidos de indenização por morte, ferimentos ou sequelas provocadas por acidentes de trânsito, junto às seguradoras que operavam o DPVAT. O esquema era dar entrada no pedido de seguro através de uma empresa de assessoria, para que a seguradora nunca tivesse acesso ao verdadeiro beneficiário.

O seguro obrigatório para veículos, foi extinto no Brasil em 2020, e pagava indenizações em casos de morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas. O valor máximo da indenização por morte ou invalidez permanente era de R$ 13.500, e o reembolso de despesas médicas podia chegar a R$ 2.700.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.