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IPOJUCA

Polícia desmonta esquema para atendimento ilegal a traficantes em Porto de Galinhas

Três funcionários de uma policlínica na região são suspeitos de integrar esquema do tráfico

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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A Polícia Civil de Pernambuco desmantelou um esquema de corrupção que envolvia três funcionários de uma policlínica em Ipojuca, no Litoral Norte do Estado. As investigações revelaram que o coordenador da unidade, além de ser suspeito de desviar medicamentos, utilizou dinheiro do tráfico de drogas para financiar sua candidatura a conselheiro tutelar.

Os três funcionários presos na operação policial são suspeitos de realizar atendimentos clandestinos de traficantes feridos em confrontos com a polícia, mascarando os nomes para que não fossem descobertos. Além do atendimento médico irregular, a operação também apurou a suspeita de subtração de medicamentos e itens de higiene pessoal da unidade de saúde.

De acordo com o delegado Ney Anderson, nesta policlínica, foram cumpridos mandados contra três funcionários, entre eles o próprio coordenador da unidade de saúde. Segundo o delegado, o coordenador não conseguiu se eleger como conselheiro, mas realizou várias festas beneficentes com recursos que recebia dos traficantes.

A descoberta foi possível a partir de uma ação conjunta entre a Delegacia de Porto de Galinhas, sob comando dos delegados Ney Luiz Rodrigues e Guilherme Augusto Cruz Andrade, e o Comando de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil (CORE).

As prisões foram efetuadas na segunda-feira (27), mas as informações foram disponibilizadas em coletiva nesta sexta-feira (3).

Segundo o delegado Ney Anderson, a operação é um desdobramento de uma prisão, realizada em novembro do ano passado, de uma funcionária da UPA que repassava informações de pacientes a traficantes.

“Ela tinha envolvimento com um homicídio na comunidade e durante as investgiações do homicídio, descobrimos o esquema criminoso que funcionava na UPA e na políclinica”, disse o delegado.

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