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Sobe para 4 número de crianças abusadas em creche do Recife

Meninos e meninas de 1 a 3 anos de idade relataram sofrer abuso de professor pedófilo

Sobe para 4 número de crianças abusadas em creche do Recife
- Os crimes sexuais contra pessoa incapaz foram divulgados na 1ª edição do Jornal da Tribuna e no Brasil Urgente, ambos da TV Tribuna PE (canal 4.1)
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Subiu para quatro, nesta segunda-feira (27), o número de crianças que foram abusadas numa creche localizada num bairro da Zona Norte do Recife.

O primeiro caso a ser descoberto foi de uma menina de 3 anos, cuja mãe percebeu que ela estava machucada nas partes íntimas.

A mãe prestou um Boletim de Ocorrência, a criança já fez exame de corpo de delito e o crime está sendo investigado pelo Departamento da Criança e do Adolescente (DPCA).

O nome do suspeito, das vítimas e da creche não podem ser identificados por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Isso é uma das formas de evitar a revitimização das crianças logo após a violência e no futuro.

Os crimes sexuais contra pessoa incapaz foram divulgados na 1ª edição do Jornal da Tribuna e no Brasil Urgente, ambos da TV Tribuna PE (canal 4.1).

Graças à menina que contou o abuso à mãe, outros três casos puderam ser descobertos. Neste primeiro caso, a menina de 3 anos chegou em casa com dores na região íntima e a mãe insistiu bastante para descobrir.

Tudo começou quando a mãe foi dar banho na filha e a menina não deixou a mãe lavar suas partes íntimas. A mulher falou com a repórter Luciana Queiroz protegida pelo anonimato.

“Não, mãe, se você tocar vai doer muito”, disse a criança, que ouviu da mãe a seguinte resposta. “Mas você precisa confiar na mamãe”, disse a genitora, que a levou para o quarto para analisá-la. A menina começou a chorar, explicando que o tio da sua sala tinha mexido “uma, duas, muitas vezes”.

Outra mãe, que tem um filho de 2 anos com transtorno do espectro autista, também procurou a polícia. O bebê reclamava de queixas, não conseguia ir ao banheiro e não queria tirar a roupa. A criança também chorava muito para não ir para a creche.

A Prefeitura do Recife afirmou à TV Tribuna PE, por meio de nota, que a unidade onde ocorreu os abusos tem uma parceria com a prefeitura, e o profissional citado não pertence aos quadros de docentes da prefeitura, ou seja, não é servidor.

De acordo com a prefeitura, que só tomou conhecimento oficial de um caso de abuso, o profissional foi desligado imediatamente. “A Prefeitura repudia veementemente todo tipo de assédio e violência e está acompanhando de perto as investigações”. (Veja nota na íntegra abaixo)

Segundo a advogada Gabriela Silva, que conversou com o repórter Marwyn Barbosa após ser contratada por mais duas famílias para cuidar dos casos de abuso, os relatos das crianças são muito parecidos. Uma delas, não tem nem dois anos de idade e a outra tem 2 anos. 

De acordo com a advogada, um dos pais chegou a ver que a parte íntima de sua filha estava muito vermelha, mas, ao checar com a creche, recebeu a informação de que poderia ser a pomada que estava sendo usada após a higienização.

A princípio, ele acreditou, mas desconfiou ao ver a reportagem exibida na Tribuna PE nesta segunda-feira.

“Os relatos são muito parecidos (…) O caso do menino é muito parecido, ele estava mostrando rejeição à creche, relatando dor nas partes íntimas, mostrando rejeição de tirar a roupa. As crianças estão dando sintomas parecidos de crianças que passaram por abuso”, disse a advogada. “A segunda vítima, a escrivã tentou levantar a blusa para ver se tinha alguma marca e a criança começou a gritar desesperadamente”, contou a advogada.

Procurada pelo Portal Tribuna Online para saber se o professor da creche já foi preso, a Polícia Civil respondeu de uma forma que reforça, nas pessoas, o sentimento de impunidade, uma vez que o homem já foi até demitido da creche, mas não é possível saber se foi preso.

A reportagem, em nenhum momento, perguntou o nome do abusador, onde vivia, se tinha filhos, nenhum tipo de detalhe. Apenas se foi preso. Eis a resposta abaixo.

“A Polícia Civil de Pernambuco informa que está investigando os casos por meio do DPCA – Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente. Detalhes sobre as diligências não podem ser repassados à imprensa por envolver menores de idade”.

Até o fechamento desta matéria, às 18h30, a reportagem não recebeu notícias sobre a prisão do professor.



Veja nota na íntegra da Prefeitura do Recife

A Prefeitura do Recife repudia veementemente todo e qualquer tipo de assédio ou violência dentro das unidades de ensino que compõem a rede municipal e informa que a Secretaria de Educação está acompanhando de perto as investigações envolvendo uma criança de 2 anos vítima de abuso.

A Secretaria de Educação esclarece ainda que a creche é uma unidade em parceria e que o profissional citado no envolvimento do caso da criança não compõe o quadro de docentes da Rede Municipal de Ensino do Recife.

A pasta informa também que está ciente do caso relatado pela família da criança, já conversou com a equipe de gestão da creche e que o profissional foi desligado da unidade de forma imediata.

A reportagem tirou da nota o trecho que cita o nome da creche

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