A Assembleia Legislativa de Pernambuco vai despachar, nesta semana, a denúncia enviada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), que acusa o governo do estado de mascarar o número de homicídios no Estado.
Por meio de nota, a Alepe informou que, por meio da Comissão de Segurança Pública e Defesa Social, “cumprirá o seu papel fiscalizador, ouvindo os policiais e o governo, buscando esclarecer os fatos e os números”.
O ofício do Sinpol será analisado pela Comissão de Segurança Pública, formada pelo presidente, deputado Fabrizio Ferraz (PP), pelo vice Antônio Moraes (PP) e pelos demais deputados e deputada: Gleide ngelo (PSB), Joel da Harpa (PL) e Romero Albuquerque (UB).
O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco notificou o presidente da Alepe, deputado estadual Álvaro Porto (PSDB), sobre a divulgação do número de homicídios, do mês de julho, feita pelo Governo do Estado.
Uma diferença de 18 homicídios nas contas do Sinpol
De acordo com o sindicato, há uma diferença de 18 homicídios não informados na divulgação feita pelo Governo do Estado.
O SINPOL tem feito uma marcação cerrada ao governo do estado, realizando manifestações na agenda pública da governadora Raquel Lyra.
A entidade pede a revisão do Juntos pela Segurança, a valorização e a estruturação da Polícia Civil.Segundo Áureo, muitos policiais estão precisando fazer cotinha para comprar água nas delegacias.
“Isso é inadmissível porque as pessoas estão morrendo, estão sendo roubadas, policiais estão adoecendo, mulheres violentadas e mortas devido a falta de investimento na segurança. O governo insiste no erro, não envolve os demais poderes, as forças de segurança e nem a sociedade civil organizada. Tem que ser o Juntos pela Segurança e não o Juntos com Raquel”, ironiza Cisneiros.
Pressão na agenda da governadora
No domingo passado, o Sinpol realizou uma manifestação durante a convenção do PSDB em Caruaru, levando um caixão e várias cruzes para marcar o número de homicídios na cidade.
O protesto ofuscou a festa do prefeito Rodrigo Pinheiro, que teve o nome homologado para disputar a reeleição. A governadora não falou sobre o assunto com a imprensa.