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Em Pernambuco, Lula faz gesto político e elogia Forças Armadas

Presidente fala que obra no estado será mola de desenvolvimento e cidadania

Em Pernambuco, Lula faz gesto político e elogia Forças Armadas
- Assinatura de Termo de Compromisso para instalação da Escola de Sargentos do Exército em Pernambuco
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Atualizada às 17h12


Em cerimônia no Comando Militar do Nordeste (CMNE), no bairro do Curado, no Recife, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou da cerimônia de assinatura do Termo de Compromisso para instalar a Escola de Sargentos do Exército em Pernambuco. A obra tem a estimativa de gerar cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos.

Em um discurso moderado e sem improvisações, pós 8 de Janeiro, o presidente fez um gesto político direcionado às Forças Armadas. Em meio às controvérsias ambientais envolvendo a construção da Escola de Sargentos do Exército, que afetará parte da Mata Atlântica local, o presidente fez elogios aos militares.

Lula destacou a escola como mais do que um centro de formação militar, considerando-a um símbolo do Brasil voltado ao progresso e desenvolvimento. “Vamos erguer em Pernambuco, praticamente, uma nova área metropolitana, com diversos municípios beneficiados e convergindo juntos em prol da população”, afirmou.



O projeto, previsto para iniciar em 2025 com prazo de conclusão em 2032, conta com investimentos da União no valor de R$ 1,6 bilhão e contrapartida estadual de R$ 110 milhões. Estima-se a geração de 12 mil empregos diretos e 18 mil indiretos.



Após ajustes no traçado original, o projeto reduziu a área de supressão de vegetação de 180 para 90 hectares, incluindo o deslocamento das vilas militares.

O Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, a governadora de estado, Raquel Lyra (PSDB), e o Comandante do Exército, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, assinaram o documento oficial.

Durante o evento, o Ministro Mucio destacou os impactos positivos da ESE para o desenvolvimento de Pernambuco, incluindo a criação de cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos durante as obras. O novo centro de ensino do Exército contará com modernas estruturas esportivas, administrativas e de ensino.

Raquel sugeriu que os ambientalistas vejam o que aconteceu em Resende, no Rio de Janeiro.



Também estiveram presentes no evento o Ministro da Pesca e Agricultura, André de Paula, o Ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Serafim Costa Filho, a Ministra da Ciência, Tecnologia e Informação, Luciana Santos, o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, entre outras autoridades civis e militares.

Ainda na sede do Comando Militar do Nordeste (CMNE), também foi realizada a solenidade para passagem de comando do general de Exército Kleber Vasconcellos para o general de Exército Maurílio Ribeiro.

Jantar com João Campos

Lula chegou ao Comando Militar do Nordeste ao lado do prefeito do Recife, João Campos. Na noite de quinta-feira, após evento na Refinaria Abreu e Lima, ele jantou com João Campos, no Hotel Atlante Plaza, onde estava hospedado.

A mãe dele, Renata Campos, que foi esposa de Eduardo Campos, também esteve presente no encontro, além do seu irmão. No cardápio, um assunto que interessa ao PT de Pernambuco. A escolha do nome do vice de João Campos. Um dos nomes cotados para ser vice de João este ano é o deputado federal Carlos Veras (PT). 

A governadora Raquel Lyra chegou a convidar o presidente para jantar com ela no Palácio das Princesas, mas Lula explicou que estava cansado e preferia ficar no hotel.



Saiba o que diz o governo sobre a escola de sargento

Escola de Sargentos – A ESE será construída no Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (CIMNC), e terá o campus escolar, um batalhão de comando e serviços, além de duas vilas militares.

A estimativa é de que a instituição atenda a cerca de 2.200 alunos, formados em 16 especialidades de nível superior tecnólogo. No local, serão ofertados cursos como infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia, comunicações e logística.

Preservação ambiental – A implementação da Escola adotará práticas inovadoras voltadas à sustentabilidade. A proposta de compensação ambiental proporcionará um incremento em importantes serviços ecossistêmicos, como a melhoria dos processos hídricos que alimentam a Represa Botafogo.

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