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Lula equilibrando o jogo político entre Raquel Lyra (PSDB) e João Campos (PSB)

Presidente fez afagos à governadora e ao prefeito do Recife

Lula equilibrando o jogo político entre Raquel Lyra (PSDB) e João Campos (PSB)
- Lula segue a um ano sem gerar conflitos com a governadora Raquel Lyra (PSDB).
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) equilibrou os discursos políticos para manter a boa relação política que tem com a governadora Raquel Lyra (PSDB) e o prefeito João Campos (PSB). Depois de falar sobre a retomada das obras na Refinaria Abreu e Lima, localizada no município de Ipojuca, o presidente brincou:

“A refinaria quando estiver funcionando totalmente vai faturar 100 bilhões por ano. Eu acho que o João Campos ficou triste porque a prefeita de Ipojuca vai ganhar mais dinheiro, o governo do estado vai ganhar mais dinheiro, mas o João tem que saber que o Recife, como é capital, é a cidade mais importante, o povo ganha dinheiro aqui e vai gastar lá”, afirmou, deixando o prefeito vermelho. O público ovacionou.

A refinaria vai faturar U$ 100 bilhões ao ano. Lula prometeu que também vai dar início à construção de navios do Estaleiro Atlântico Sul.

Para Raquel, ele falou duas coisas. Disse que teria uma relação republicana com a gestora e não repetiria o que fez o antecessor no tratamento ao Nordeste. Também frisou respeitar o povo que a elegeu, mesmo que ela não tivesse participado de seu palanque em 2022. Raquel disputou o segundo turno e ficou neutra nas eleições presidenciais.

“Eu respeito o povo de Pernambuco que a elegeu (…)”

Também em tom gentil, Lula falou. “Seria bom que ela (Raquel) governasse nos tempos do Bolsorono. Era um inferno, era como se fosse o capeta negando o pão para quem precisava”, disparou o presidente, lembrando que os governadores do Nordeste foram maltratados durante quatro anos.

Para se ter uma ideia, o então governador Paulo Câmara (ex-PSB) não era convidado para as solenidades presidenciais de Bolsonaro em Pernambuco. Os governadores nordestinos criaram um consórcio para atuar em bloco e negociar com o governo federal, mas o acesso era restrito.



Da parte de Raquel Lyra, também houve afagos a Lula. O discurso dela assemelhava-se a de um aliada, atribuindo a Lula a missão de devolver a Pernambuco o papel de liderança.

“Estamos verdadeiramente vivendo um tempo de mudança, em que contamos com a parceria do presidente Lula para devolver a Pernambuco o seu lugar de liderança”, disse a governadora.

Ela acrescentou: “Estamos trabalhando incansavelmente para permitir que as pessoas tenham capacidade de sonhar, trabalhar, fazendo cada canto do nosso Estado se desenvolver. Este dia marca o reencontro do passado de Pernambuco com o seu futuro”, ressaltou Raquel Lyra, que recebeu o presidente e a sua comitiva um pouco antes do evento na Base Aérea do Recife.

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