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Israel X Hamas

Netanyahu fala após bombardeio e morte de 500 pessoas em hospital

Em redes sociais, primeiro-ministro comunica que hospital foi atingido por Jihad Islâmica

Netanyahu fala após bombardeio e morte de 500 pessoas em hospital
- O cenário é de escassez de água, comida, e risco de transmissão de doenças
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Enquanto os brasileiros que estão em Gaza conseguiram, nesta terça-feira (17), autorização para comprar água, alimentos e demais itens de necessidade, em outra ponta, um ataque aéreo nesta tarde atingiu um hospital Ahly Arab, em Gaza, e deixou 500 mortos, segundo o Ministério da Saúde da Palestina. O cenário é de escassez de água, comida, e risco de transmissão de doenças. Há corpos que não foram enterrados.

Pelas redes sociais, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acabou de fazer uma postagem, por volta das 17h10, mencionando o episódio. Por meio de comunicado, informou que, após uma análise dos sistemas operacionais das Forças de Defesa de Israel (FDI), foi identificado um ataque de mísseis inimigos em direção a Israel, que, inadvertidamente, atingiu uma área próxima a um hospital.

“Segundo informações de diversas fontes de inteligência à disposição, a organização Jihad Islâmica é apontada como a responsável pelo ataque mal sucedido que atingiu a unidade hospitalar”, diz o texto. A Jihad Islâmica é um grupo terrorista ligada ao Hamas. Grupo nega autoria.

Por volta 14h, o primeiro-ministro aparece sorridente falando com seus soldados israelenses.  “O país inteiro está atrás de vocês”, avisou.

Dia de oração

A morte de 500 pessoas em um hospital agrava a situação da Faixa de Gaza, onde se realiza o maior conflito com Israel nos últimos 50 anos. O massacre ocorreu num dia estabelecido pelos cristãos para jejum e oração pelos povos em guerra. Para os cristãos, Jerusalém é considerada como Terra Santa.

Os brasileiros estão na expectativa de uma abertura na fronteira com o Egito para serem repatriados pelo Governo Brasileiro. Mas nem todos têm a mesma esperança. Até agora, o corredor humanitário não está aberto.

Sem água

A Agência das Nações Unidas de Assistência para Refugiados da Palestina (UNRWA) relatou que uma linha de abastecimento de água na fronteira sul da Faixa de Gaza com o Egito foi temporariamente aberta, permitindo o acesso da população a água potável por aproximadamente três horas.

No entanto, a medida é insuficiente para atender às necessidades urgentes da região. Num alerta preocupante, a Organização das Nações Unidas (ONU) expressou sérias preocupações com a crescente crise humanitária em Gaza. A falta de acesso à água e combustível colocou os residentes em iminente risco de infecções e outros perigos para a saúde.

Israel teria autorizado o fornecimento de menos de 4% da água necessária à população, situação agravada pela ausência de eletricidade.

Massacre

As autoridades palestinas confirmaram 2,8 mortes em Gaza, agravando ainda mais a crise contínua. Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro, os 2,3 milhões de habitantes permanecem em estado de aflição. Dos dois lados, já morreram mais de 4,4 mil pessoas. É o confronto mais mortal dos últimos 50 anos na Faixa de Gaza.

Aproximadamente 1 milhão de pessoas foram forçadas a fugir das regiões do norte para o sul, percorrendo estradas que foram alvo de ataques aéreos.

A situação gera um alto risco de doenças infecciosas, colocando em perigo a vida da população em Gaza, e ação humanitária internacional urgente é necessária para enfrentar esse grave problema.

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