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Vereadora que acusou adversária de receber “castigo de Deus” renuncia ao cargo

Zirleide Monteiro virou alvo de críticas ao falar frases capacitistas na Câmara de Arcoverde, Sertão do estado

Vereadora que acusou adversária de receber “castigo de Deus” renuncia ao cargo
- "Ela veio para sofrer", disse Zirleide em discurso na Câmara de Arcoverde
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A vereadora Zirleide Monteiro, envolvida em uma polêmica nacional após fazer uma declaração capacitista no final do mês passado, renunciou ao mandato. A decisão se deu após uma fala polêmica no dia 30 de outubro, quando ela acusou uma servidora da Câmara Municipal de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, de sofrer “um castigo de Deus” por ter um filho com transtorno do espectro autista.

Na ocasião, Zirleide discursou. “Não preciso citar o nome da cidadã, que o castigo de Deus, ele dá aqui em vida. Quando ela veio com um filho deficiente, é porque ela tinha alguma conta a pagar lá com aquele lá de cima. Ela já veio para sofrer”

Após a declaração ganhar proporção nacional, Zirleide enfrentou inúmeros pedidos de cassação, resultando até mesmo em sua expulsão do partido, o PTB.

Embora suas redes sociais permaneçam desativadas, um vídeo circula nas redes sociais, onde ela anuncia sua renúncia após refletir sobre o caso.

“Nesses últimos dias, refletimos por cada momento vivido em face aos acontecimentos recentes, dos quais já nos retratamos publicamente”, iniciou a parlamentar. “Estou encaminhando à Câmara de Vereadores ofício comunicando a renúncia do meu mandato. Agradeço, desde já, a todos os eleitores, amigos e familiares que nos confiaram por duas vezes essa oportunidade”, completou Zirleide.

No pronunciamento, ela afirmou estar com a consciência tranquila. Disse sempre ter atuado em favor das mulheres, dos deficientes e da população LGBTQIA+ e outras minorias.

A Câmara Municipal precisará notificar o Tribunal Regional Eleitoral sobre a decisão da vereadora, cabendo ao TRE nomear o suplente para ocupar o cargo. A vereadora renunciou antes da reunião plenária prevista para o dia 13 de novembro, quando haveria deliberação sobre o Processo de Apuração de Conduta. Ela ainda teria direito à defesa antes de o processo ser concluído. Zirleide Monteiro não foi localizada pela reportagem.

Veja vídeo de renúncia publicado no blog Nill Júnior

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