- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
CARNAVAL 2026

“Só mais cinco minutinhos?” Em Olinda, o bloco A Corda não deixa ninguém dormir

Com 32 anos de tradição, a troça invadiu casas do Sítio Histórico às 7h da manhã e homenageou o multiartista Helder Vasconcelos

“Só mais cinco minutinhos?” Em Olinda, o bloco A Corda não deixa ninguém dormir
-
Foto de perfil de Rafael Araujo

Rafael Araujo

Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.

Última atualização


true

Com informações de Rafaella Pimentel 


O último dia oficial do Carnaval de Olinda definitivamente não é para amadores. Enquanto muitos ainda tentavam recuperar as energias das ladeiras, o bloco A Corda já estava nas ruas às 7h, desta terça-feira (17), cumprindo a missão de todos os anos: não deixar ninguém dormir enquanto houver frevo no ar.

A tradicional troça, que celebra seu 32º desfile, percorreu as ruas do Sítio Histórico por cerca de duas horas. O roteiro é movido pelo improviso e pela irreverência: os integrantes invadem residências, fazem barulho com instrumentos e “convocam” moradores e turistas para aproveitar as últimas horas da folia.

Surpresa e Homenagem

Para quem é pego de surpresa, o susto inicial logo dá lugar ao riso. Entre turistas desorientados e moradores que já esperam a “invasão”, o clima é de pura descontração. Quem é acordado pelo bloco não tem outra saída a não ser se juntar ao arrastão.

Neste ano, a agremiação prestou homenagem especial a Helder Vasconcelos, músico, ator e criador do Boi Marinho. O próprio homenageado marcou presença no desfile, reforçando o elo entre a troça e as manifestações mais autênticas da cultura popular pernambucana.

Resistência Cultural

O “A Corda” se consolida, ano após ano, como um dos blocos mais divertidos e simbólicos da “Cidade Alta”. Mais do que uma brincadeira, o desfile matinal é um teste de resistência que prova que, em Olinda, o Carnaval só acaba quando a última nota de frevo silencia – e, se depender do folião, esse momento vai demorar a chegar.

Mais Lidas

Ver tudo ›